Moradores de Abey carregam nos ombros Samir Kantar, prisioneiro libertado por Israel |
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"Todo terrorista que cometeu um ato terrorista contra Israel, em particular alguém como Kantar, assassino de uma menina e de outras duas pessoas, é um objetivo. Se houver uma possibilidade de Israel prestar contas com Kantar, Israel não hesitará", afirmou a fonte, sem mencionar se há alguma operação específica sendo preparada para Kantar.
Samir Kantar afirmou nesta quinta-feira que não se arrepende de ter realizado a operação que, em 1979, matou três pessoas, entre elas uma menina de 4 anos, em Nahariya (norte de Israel).
"Nunca me arrependi nem um só dia do que fiz", respondeu Kantar, 46 anos, ao ser indagado pela AFP se lamentava ter dirigido a operação que o fez passar quase 30 anos nas prisões israelenses.
"Sigo minha linha política", afirmou, à margem da cerimônia organizada para celebrar sua volta à localidade drusa de Aabey, sudeste de Beirute.
"Estou muito contente porque volto às fileiras da resistência e a minha família", afirmou ainda.
Kantar foi condenado em 1980 a cinco penas de prisão perpétua e a 47 anos adicionais.
Em 1979, Kantar matou um policial no norte de Israel, seqüestrou um civil israelense que em seguida assassinou também, e por fim matou a filha deste, de três anos.
O porta-voz do governo israelense, Mark Regev, o classificou de "assassino cruel de crianças", acrescentando: "Quem quer que o celebre como herói, desrespeita os princípios elementares da decência humana".
AFP