Os pesquisadores do Laboratório de Genética da Embrapa Semi-árido, em Pernambuco, utilizaram um método de melhoramento genético conhecido como seleção recorrente para formar uma nova geração de cebola com baixo teor de ácido pirúvico, segundo informações da Agência Fapesp.
Por ser doce, a nova variedade pode ser comida crua, o que permite preservar as vantagens fitoterapêuticas e medicinais da cebola, que incluem redução do risco de entupimento das veias do coração e de doenças cardiovasculares. Outra vantagem é poder ingerir os agentes antioxidantes presentes na hortaliça, que se perdem no cozimento.
Os tipos de cebola doce disponíveis no Brasil hoje são derivados de sementes importadas dos Estados Unidos. Com o desenvolvimento de uma variedade nacional, o setor agrícola, além de economizar divisas ao deixar de importar, correrá menos riscos de sofrer com a ação de pragas, já que o material importado é bem mais suscetível a doenças.