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Cerca de 60 são presos na 1ª parada gay da Bulgária

Sábado, 28 de junho de 2008, 14h52
Um militante contrário jogou uma bomba perto dos ativistas, enquanto outros atiraram ovos, disse a polícia
Um militante contrário jogou uma bomba perto dos ativistas, enquanto outros atiraram ovos, disse a polícia
28 de junho de 2008
Reuters

Anna Mudeva


A polícia da Bulgária prendeu cerca de 60 manifestantes de extrema direita neste sábado que atiraram uma bomba de combustível e tentaram acabar com a primeira parada gay do país.

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Aproximadamente 100 ativistas gays marcharam pela capital Sofia para protestar contra discriminação no país conservador, que freqüentemente é hostil à homossexualidade - uma atitude vista em muitas nações do leste da Europa.

Um militante contrário jogou uma bomba de combustível perto dos ativistas, enquanto outros atiraram ovos e alguns carregavam clavas, segundo a polícia.

Cerca de 60 pessoas foram detidas, afirmou a polícia. Ninguém foi ferido.

Grupos religiosos e de extrema direita, bem como alguns partidos políticos no país de 7,6 milhões de pessoas preferiram que a parada fosse banida.

O líder da Igreja Cristã Ortodoxa chamou a marcha de "imoral e pecadora" e o Mufti Muçulmano Chefe afirmou que a homossexualidade é uma doença.

Um grupo de extrema direita pediu "uma semana de intolerância gay" e, junto com outros grupos, ameaçou violência. Mesmo o primeiro ministro socialista Sergei Stanishev afirmou não gostar de "manifestações e demonstrações de tais orientações".

Apesar da homossexualidade ter se tornado legal no leste europeu após a queda do comunismo, casais homossexuais raramente fazem demonstrações públicas de afeto.

Reuters
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI2977625-EI8142,00.html