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Cinco anos depois, Columbine reza por época melhor

Terça, 20 de abril de 2004, 21h21
Parentes das vítimas fizeram vigília
Parentes das vítimas fizeram vigília
21 de abril de 2004
AP


As aulas foram suspensas hoje no Colégio Columbine, e um singelo cartaz na parede anunciou "um tempo para lembrar, um tempo de esperança", para marcar o quinto aniversário do pior massacre já registrado em escolas norte-americanas.

Um soturno silêncio tomou conta da escola de Littleton, Colorado. Foi lá que em abril de 1999 dois adolescentes revoltados - Eric Harris, 18, e Dylan Klebold, 17 - invadiram a escola armados e mataram 12 colegas e uma professora, antes de se suicidarem. Outras 23 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave.

Uma vigília e uma cerimônia com velas foram marcadas para a noite de terça-feira no parque ao lado da escola. Durante o dia, não houve aula.

Tom Mauser, que teve seu filho Danny assassinado na biblioteca, chegou ao parque com lágrimas nos olhos. "Este é um dia muito duro", disse ele, que usava um broche com a foto de seu filho, o mesmo que ele exibiu em várias manifestações pela venda controlada de armas de fogo. "Apreciamos demais essa efusão de amor. É algo que tocou nossos corações", disse Mauser.

Os estudantes que estavam na escola e sobreviveram àquele ensolarado 20 de abril de 1999 já se formaram. Além disso, 80% dos funcionários já deixaram o Colégio Columbine, seja por aposentadoria ou outras razões, segundo as autoridades locais.

Um funcionário que permanece é o diretor Frank De Angelis. "Eu não teria suportado se tivesse saído", disse ele à rádio KOA, de Denver. Na época do massacre, De Angelis prometeu aos alunos que permaneceria no cargo "até que cada um de vocês atravesse o palco para receber o diploma".

Desde o massacre, escolas e delegacias de polícia passaram a dedicar mais atenção aos adolescentes revoltados e isolados, capazes de atos de agressão aleatórios.

Dave Thomas, promotor da região, disse hoje à CBS que os jovens que fazem ameaças estão recebendo mais atenção e continuam aparecendo em seu distrito. "Felizmente conseguimos intervir nestas situações, e acho que essa é a tendência nacional, porque estamos levando esse tipo de coisa muito mais a sério do que fazíamos antes de Columbine."

Reuters
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Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI296787-EI294,00.html