Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte
» Deputado se coloca à disposição da PF
» Deputado nega envolvimento
» PF: quadrilha subfaturava obras
» Opine sobre os supostos desvios no PAC
"Meu advogado me confidenciou que outros deputados estão sendo investigados. Ele ficou sabendo por meio de um advogado de um dos presos ontem", disse o deputado, que passa o final de semana na capital mineira.
Perguntado se os parlamentares supostamente envolvidos são de Minas Gerais, Magalhães disse que são "de Minas e de outros Estados também. Ele (advogado que o informou) não pôde dizer os nomes, porque o processo está em segredo de Justiça", completou.
João Magalhães e o conterrâneo Ademir Camilo (PDT-MG) tiveram os gabinetes na Câmara dos Deputados vasculhados pela PF ontem. Os agentes recolheram documentos e computadores que foram encaminhados para Belo Horizonte. A PF suspeita que os dois deputados estejam envolvidos no esquema de liberação de emendas parlamentares para a execução de obras irregulares do PAC. Magalhães e Camilo negam as denúncias.
Segundo a PF, suspeita-se que a quadrilha tenha movimentado cerca de R$ 2,7 bilhões nos últimos meses. Ontem, foram expedidos 38 mandados de prisão e 231 de busca em apreensão em sete Estados e no Distrito Federal. A apuração dos policiais indica que a quadrilha desviava os recursos e empregava material de baixa qualidade, além de promover a distorção dos padrões previstos originalmente nas obras.