EUA: revista lista "seis milagres cirúrgicos"

Quarta, 18 de junho de 2008, 17h06


A revista americana Newsweek elaborou uma lista dos "seis mais estranhos milagres na história moderna" das cirurgias médicas. No topo da lista está a remoção de metade do cérebro de uma menina de seis anos para fazer cessar ataques de epilepsia devastadores, realizada na semana passada no Texas.

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No último dia 11 de junho, Jessie Hall foi operada pelo neurocirurgião Ben Carson no Centro Infantil John Hopkins, em Baltimore. O procedimento, embora drástico, foi considerado o melhor tratamento para Jessie, que sofre de encefalopatia de Rasmussen, também conhecida como síndrome ou doença de Rasmussen. Trata-se de uma desordem do sistema nervoso central extremamente rara e progressiva, caracterizada por convulsões e deterioração mental.

Os médicos não sabem exatamente como, mas a metade do cérebro restante, em tais casos, geralmente assume várias funções da metade retirada. Segundo a Newsweek, o hospital realiza somente em torno de uma dúzia de cirurgias como essa por ano.

A segunda cirurgia listada é um procedimento que durou quatro dias. De 4 a 8 de fevereiro de 1951, Gertrude Levandowski, da cidade de Burnips, Michigan, foi submetida a uma cirurgia de 96 horas em um hospital de Chicago para remover um cisto gigante de ovário.

A mulher de 58 anos pesava 279 kg antes da cirurgia e 139 kg após o procedimento. Durante a operação, os médicos drenaram o cisto, para prevenir uma queda de pressão. Em quatro dias, foram retirados 90 kg de fluidos de seu corpo. O cisto pesava 68 kg quando removido.

Em terceiro lugar, está a cirurgia realizada em Leah, quando esta ainda estava no útero de da mãe, Kylie Bowlen, na 22ª semana de gestação. Médicos de um hospital de Melbourne, na Austrália, operaram o feto para solucionar um problema na gravidez. Leah, que agora tem boas chances de andar, sofria de uma doença rara chamada síndrome da banda amniótica, que faz com que faixas de tecido cresçam ao redor dos membros, provocando deformações.

Um cirurgião que operou a si mesmo, em 1921, está em quarto lugar na relação. Evan O'Neill Kane, da cidade de Kane, na Pensivalnia, quis provar que o éter, principal anestesia geral à época, era excessivamente utilizado em procedimentos menos perigosos. Para isso, removeu seu próprio apêndice apenas com anestesia local, com assistência de outros três médicos. Em 1932, aos 70 anos de idade, Kane ainda operou uma hérnia inguinal em si mesmo.

No quinto lugar da lista, está uma cirurgia realizada em Paris em janeiro de 2007, em um paciente que sofria de tumores desfigurativos. Pascal Coler havia passado por diversas operações para reduzir tumores causados por uma desordem chamada neurofibromatose, mas mal conseguia comer. Em uma cirurgia plástica de 16 horas, médicos substituíram quase todo o seu rosto, incluindo lábios, bochechas, nariz e boca. Coler teve uma boa recuperação.

Completa o rol da revista um bebê que foi quase totalmente retirado do útero da mãe para ser operado e, depois, foi recolocado no órgão. O bebê tinha um tumor não-cancerígeno nascendo em seu cóccix, que estava sugando seu sangue. O procedimento foi realizado em Houston e o bebê nasceu saudável, 10 semanas depois.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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