Cláudio Dias
Direto de Araraquara
» Menino morre após tomar tira-manchas
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A polícia não informa qual a ligação entre o produto químico e a suposta agressão. A delegada Maria Beatriz de Campos, da equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto, negou em entrevista coletiva que o caso esteja esclarecido.
O menino é filho de um policial militar de Araraquara, mas morava com a mãe e o padrasto em Ribeirão Preto. Os nomes da mãe do pai estão sendo preservados porque não existe provas e, segundo a delegada, "se existe crime ainda não sabemos e precisamos de outros resultados técnicos para avaliar".
"As circunstâncias da morte da criança não estão esclarecidas e por isto pedimos a exumação e a necropsia porque temos questionamentos sobre o caso que dependem de outros exames", diz a delegada. Na sexta-feira passada, poucas horas depois do enterro, a polícia conseguiu na Justiça a exumação do corpo de Pedro Henrique por ter conhecimento de lesões no rosto e nas costas, além de uma fratura no braço direito. O corpo passa por exames.
Encarregada das investigações, a delegada Maria Beatriz preferiu não falar sobre a suspeita da participação do padrasto e da mãe no caso. Ela espera o resultado do laudo. O casal foi ouvido informalmente na sexta-feira, mas, agora, serão intimados a prestar depoimentos nos próximos dias.
Vizinhos da família contaram aos policiais que o menino chegava sempre com hematomas. Uma moradora contou ter ouvido uma briga pouco antes do menino beber o tira-manchas. O caso chegou a ser denunciado ao Conselho Tutelar como maus tratos.
Na quinta-feira, enquanto o padrasto tomaria banho e a mãe dormiria, a criança teria ido até um armário na cozinha, pegado o produto para tirar manchas de roupas, colocado em uma caneca usada para tomar leite e bebido. Pedro teve uma parada cardíaca e foi encaminhada ao Hospital Santa Lídia, em Ribeirão Preto, onde morreu.