Em comunicado divulgado na Internet, a AQMI assume a autoria do ataque de 8 de junho contra a empresa de obras públicas francesa Razel em Beni Amran, na província de Boumerdès, que matou um engenheiro francês dessa companhia e um motorista argelino.
"No domingo, 8 de junho, nossos combatentes explodiram o veículo do francês e, após a chegada dos apóstatas, nossos 'mujahedin', que os esperavam, explodiram uma segunda bomba", afirma o comunicado.
A AQMI reitera suas ameaças contra alvos franceses e de outros países estrangeiros na Argélia.
"Saibam, cruzados e apóstatas que os servem, que os batalhões da fé estão comprometidos a se jogar sobre vocês", afirma o comunicado.
Em fevereiro, a organização terrorista já tinha ameaçado em outro comunicado atacar os "judeus, os cristãos e seus interesses".
A AQMI também reivindica o duplo atentado de 4 de junho contra um quartel da Guarda Republicana e um café do bairro de Le Lido, em Argel, e afirma que essas ações, que deixaram três mortos e cinco feridos, foram cometidas por dois terroristas suicidas.
"Os mártires Ibrahim al-Adham e Youssef Abu Basir al-Asimi explodiram seus cintos explosivos com poucos minutos de diferença", afirma a nota.
O suicida identificado como Asimi aparece em uma foto no site islâmico com uma arma na mão.
Fontes de segurança disseram que a idade do primeiro suicida não passava de 27 anos, e que ele tinha se juntado recentemente aos grupos terroristas.
O segundo nasceu na província de Boumerdès em 1969, segundo as mesmas fontes.
O comunicado da AQMI afirma que a dupla explosão em Le Lido tinha sido preparada há quatro meses, e considera as sedes das companhias estrangeiras como "alvos legítimos".
Além disso, a organização terrorista reivindica o atentado com bomba contra um comboio do Exército em 5 de junho em Delys, 25 quilômetros ao leste de Argel, que causou a morte de seis soldados.
EFE