O exame será analisado por um médico cardiologista, que vai diagnosticar a gravidade da situação determinando a aplicação de medicamentos e direcionando a equipe para a unidade de saúde mais apropriada ao tipo de caso. Em um primeiro momento, serão equipadas 30 ambulâncias do Serviço de Atendimetno Móvel de Urgência (Samu), do total de 160 veículos do serviço.
A novidade foi divulgada hoje (13) pelo secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, José Noronha, e pelo secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, como parte do Plano de Atendimento ao Ataque Cardíaco e à Dor Torácica, durante o 25o Congresso da Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro.
Côrtes salientou que esse novo tipo de abordagem é especialmente importante para a população com poucos recursos e acesso restrito ao sistema privado. "Se a pessoa tiver um enfarto, terá um diagnóstico feito na hora e o exame será encaminhado para um grupo de especialistas, que vai examinar esse eletrocardiograma e diagnosticar o tratamento mais adequado."
De acordo com o secretário, hoje, o paciente cardíaco se dirige para a emergência de um grande hospital competindo por atendimento com inúmeros outros casos, e fica em uma longa fila, esperando o momento de ser atendido por ordem de chegada. "Quando chega sua vez, o músculo cardíaco já estava extremamente comprometido, prejudicando a possibilidade de um bom resultado."
O Rio será o primeiro estado a testar o novo sistema que, segundo Noronha, deverá ser implantado nos demais estados futuramente. Mas para que isso aconteça, ele considera importante alocar mais recursos ao sistema, inclusive com a aprovação pelo Senado da Contribuição Social para a Saúde (CSS), que direciona 0,1% de todas as movimentações financeiras para o setor.
"Com os recursos atualmente disponíveis, essa ampliação do sistema, para outros estados é impossível de ser feita. Por isso, se o Congresso entender que esse programa deva ir para a frente, temos certeza de que os recursos virão."
No Brasil, 31,5% das mortes estão relacionadas a problemas cardiovasculares. O Rio é o segundo estado da federação com maior número de mortes relacionadas ao coração, com um total anual de óbitos de 70,7 por 100 mil habitantes, atrás apenas do Rio Grande do Sul, 74,02; e à frente de São Paulo, 65,51; Mato Grosso do Sul, 62,58; e Paraná, 60,35. Os números são referentes ao ano de 2004, publicados no site do Datasus (www.datasus.gov.br), do Ministério da Saúde.