Anna Ruth Dantas
Direto de Natal
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O pedido para libertar o filho da governadora foi analisado pelo desembargador Geraldo Apoliano, integrante da 3ª Câmara da Corte. Com isso, Lauro Maia permanecerá preso na Polícia Federal. O depoimento dele aos delegados ainda não começou.
O advogado Erick Pereira, que defende Lauro Maia, criticou a prisão temporária. Para ele, a medida só seria justificada se o advogado Lauro Maia tivesse se recusado a prestar depoimento. "Ele não foi nem chamado para depor".
Nesta manhã, Lauro Maia e outras 12 pessoas foram presas pela Polícia Federal na Operação Higia, contra suspeitos de fraude em licitações no Rio Grande do Norte. Entre os presos estão a diretora financeira da Secretaria Estadual de Saúde, Maria Eleonora Castim, mulher do secretario Estadual de Segurança e Defesa Social, Carlos Castim; e a procuradora do Estado Rosa Maria de Apresentação Figueiredo Caldas Câmara.
A quadrilha investigada pela PF seria responsável por desvios de verba pública, por meio de fraude a licitações relacionadas a contratos de higienização hospitalar e locação de mão-de-obra. Os convênios estariam relacionados aos serviços do Sistema Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) e Farmácia Popular, da Secretaria Estadual de Saúde.
A governadora afirmou em comunicado que o governo se colocou à disposição da polícia e da Justiça para ajudar no rápido esclarecimento dos fatos. O texto diz ainda que "a governadora Wilma de Faria ficou abalada ao saber das prisões ocorridas hoje de manhã e que desconhece o teor das acusações feitas contra alguns de seus auxiliares e contra seu filho, Lauro Maia, que não tem qualquer vínculo funcional com a atual administração".
Secretário defende mulher
Na Operação Higia, deflagrada hoje pela Polícia Federal no Rio Grande do Norte, uma das principais envolvidas é a mulher do secretário estadual de Segurança e Defesa Social, Carlos Castim. Maria Eleonora Lopes de Albuquerque Castim ocupa o cargo de coordenadora de Finanças da Secretaria Estadual de Saúde.
Segundo a PF, era nesse órgão que ocorria todas as licitações fraudadas. O secretário Carlos Castim disse que acredita na inocência da mulher e que "deve estar ocorrendo um equívoco".
Já o procurador geral do Estado, Francisco Sales, disse que espera ver os fatos esclarecidos sobre a procuradora do Estado Rosa Caldas, apontada pela Polícia Federal como a que "instruía" todos os processos licitatórios fraudulentos.
Embora todo suposto esquema descoberto pela Polícia Federal se passasse na Secretaria Estadual de Saúde, o titular da pasta, médico Adelmaro Cavalcanti, afirmou, por meio de sua assessoria, que não iria se pronunciar sobre o caso.