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RN: em nota, governadora diz desconhecer denúncias

Sexta, 13 de junho de 2008, 16h10

Anna Ruth
Direto de Natal


A governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, disse, por meio de nota oficial, que aguarda os detalhes da Operação Higia, iniciada para investigar denúncias de fraudes em processos licitatórios no governo do Estado. Na nota, a governadora informou que aguarda as informações para a comunicação oficial para "tomar as providências administrativas que forem necessárias".

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Nesta manhã, 13 pessoas foram presas pela Polícia Federal contra suspeitos de fraude em licitações no Rio Grande do Norte. Entre os presos estão o filho da governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, o empresário Lauro Maia; a diretora financeira da Secretaria Estadual de Saúde, Maria Eleonora Castim, mulher do secretario Estadual de Segurança e Defesa Social, Carlos Castim; e a procuradora do Estado Rosa Maria de Apresentação Figueiredo Caldas Câmara.

A quadrilha investigada pela PF seria responsável por desvios de verba pública, por meio de fraude a licitações relacionadas a contratos de higienização hospitalar e locação de mão-de-obra. Os convênios estariam relacionados aos serviços do Sistema Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) e Farmácia Popular, da Secretaria Estadual de Saúde.

No comunicado, a chefe do Executivo estadual disse que o governo se colocou a disposição da polícia e da Justiça para ajudar no rápido esclarecimento dos fatos.

No comunicado ainda está expresso que "a governadora Wilma de Faria ficou abalada ao saber das prisões ocorridas hoje de manhã e que desconhece o teor das acusações feitas contra alguns de seus auxiliares e contra seu filho, Lauro Maia, que não tem qualquer vínculo funcional com a atual administração".

Habeas-corpus
O advogado Erick Pereira, que defende o filho da governadora Wilma de Faria, Lauro Maia, ingressou com um pedido de habeas-corpus no Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

"Não tem cabimento. Até essa hora, ele (Lauro Maia) ainda não foi ouvido. Isso quer dizer que não era tão urgente assim", comentou o advogado, que está na Polícia Federal aguardando o início do depoimento de Lauro Maia.

Para Erick Pereira a prisão temporária só seria justificada se o advogado Lauro Maia tivesse se recusado a prestar depoimento. "Ele não foi nem chamado para depor".

Redação Terra
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Terra - Brasil
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