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Rio: Alerj manda soltar deputado Álvaro Lins

Sexta, 30 de maio de 2008, 17h04

Daniel Gonçalves
Direto do Rio de Janeiro


Os deputados da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) votaram pela soltura do deputado e ex-chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins, com 40 votos a favor e 15 contra. Um ofício será encaminhado para a sede da Polícia Federal, ordenando que o deputado seja solto imediatamente.

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Lins e outros oito suspeitos foram presos ontem pela Operação Segurança Pública S/A. De acordo com o superintendente da PF no Rio, Valdinho Jacinto Caetano, todos fariam parte de uma suposta organização criminosa que cobrava propina para dar cobertura a empresários em atividades ilegais, como máquinas caça-níqueis. O dinheiro arrecadado seria utilizado no financiamento de campanhas políticas.

Para o deputado ser solto, o decreto precisava ser aprovado por 37 parlamentares. A medida é prevista no artigo 53 da Constituição Federal: "desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão". O artigo 27 da Constituição Federal estende essa garantia aos membros das assembléias estaduais.

O presidente da Alerj, Jorge Piciani (PMDB), informou que encaminhou os documentos da investigação feita Polícia Federal contra o deputado à Corregedoria da Casa. Os parlamentares vão avaliar se será aberto um processo por quebra de decoro.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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