Daniel Gonçalves
Direto do Rio de Janeiro
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Lins e outros oito suspeitos foram presos ontem pela Operação Segurança Pública S/A. De acordo com o superintendente da PF no Rio, Valdinho Jacinto Caetano, todos fariam parte de uma suposta organização criminosa que cobrava propina para dar cobertura a empresários em atividades ilegais, como máquinas caça-níqueis. O dinheiro arrecadado seria utilizado no financiamento de campanhas políticas.
Para o deputado ser solto, o decreto precisava ser aprovado por 37 parlamentares. A medida é prevista no artigo 53 da Constituição Federal: "desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão". O artigo 27 da Constituição Federal estende essa garantia aos membros das assembléias estaduais.
O presidente da Alerj, Jorge Piciani (PMDB), informou que encaminhou os documentos da investigação feita Polícia Federal contra o deputado à Corregedoria da Casa. Os parlamentares vão avaliar se será aberto um processo por quebra de decoro.