Em um encontro com os jornalistas organizado pela missão diplomática dos Estados Unidos na Tunísia, o alto militar justificou sua presença neste país para assistir às manobras navais realizadas na semana passada na região de Bizerte entre forças tunisianas e americanas.
Ward não quis comentar se sua estadia na Tunísia e a visita que deve realizar posteriormente ao Marrocos também está relacionada com o desejo do Governo americano de instalar em um país africano o Africom, cuja sede atual se encontra na cidade alemã de Düsseldorf.
Ele indicou que "se falou de muitas incoerências" sobre o propósito de transferir o Africom.
"O que nós desejamos é ajudar aos países africanos para que possam assumir por eles mesmos sua própria segurança", acrescentou.
O general se recusou a falar mais sobre as ameaças, reais segundo ele, da organização terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), afirmando que "a ameaça terrorista é real e é preciso enfrentá-la com todos os meios que possam estar a nosso alcance".
Ward desmentiu que tivesse a incumbência de obter da Tunísia uma presença militar permanente dos Estados Unidos em seu território, dizendo que "o mais importante é oferecer a nossos amigos africanos a assistência adequada que permita desenvolver sua capacidade de combater ao terrorismo".
No mesmo contexto, o general admitiu que a oferta de ajuda militar dos EUA aos países africanos tem também como leitura ajudar às nações "porque a estabilidade da África é muito importante para todos".
EFE