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O garoto foi esfaqueado no braço e na mão direita e foi internado em um hospital da capital siciliana, onde passa bem. O pai, 53 anos, irá responder a processo por maus tratos e lesões, alegou que se tratava de uma "questão de honra e vergonha".
"Meu pai nunca aceitou. Não quis aceitar o fato de que sou gay. Tentei convencê-lo de que não é uma doença, nem uma coisa suja, mas foi inútil", declarou o garoto ferido.
Segundo disseram inúmeras associações defensoras dos direitos dos homossexuais, o governo italiano deve aprovar o mais rápido possível uma lei contra este tipo de violência, diante da multiplicação de agressões no país.
No último dia 23 de maio, um transexual foi esfaqueado até a morte em Nápoles e no fim de semana passado um jornalista gay foi agredido em Roma. "Não basta que as instituições tomem distância formal", afirmou a presidente do Círculo de Cultura Homossexual Mario Mieli, Rossana Praitana.
Praitana pediu à ministra de Igualdade de Oportunidades, Mara Carfagna, que se acelere a introdução de uma lei contra a violência contra homossexuais.