A informação foi dada pelo governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, ao deixar a reunião no Ministério da Fazenda. Da reunião também participaram os governadores da Bahia, Jaques Wagner; de Pernambuco, Eduardo Campos; do Piauí, Wellington Dias; de Sergipe, Marcelo Deda; do Maranhão, Jackson Lago; e do Espírito Santo, Paulo Hartung, além do presidente e do relator da Comissão Especial da Reforma Tributária, respectivamente deputados Antônio Palocci (PT-SP) e Sandro Mabel (PR-GO).
De acordo com Cássio Cunha Lima, a proposta para criação do grupo foi do governador Eduardo Campos e isso poderá fazer a reforma avançar para tentar cumprir os prazos no Congresso, "compreendendo que o ano eleitoral em nada ajuda a votação da matéria ainda neste semestre".
O deputado Antônio Palocci disse que as discussões abordaram, em primeiro lugar, a garantia de que, com a reforma tributária, não haverá perda na arrecadação dos estados e, em segundo lugar, que haverá políticas de desenvolvimento regional, que "talvez seja o ponto mais sensível para os governadores do Nordeste". Segundo ele, trata-se de uma questão justa e "legítima" e as várias propostas colocadas "nos permitem chegar a uma solução de bom-senso, quando da elaboração do relatório final".
Palocci disse que "não há necessidade alguma de aumentar tributos neste momento" para efetivar a reforma tributária, pois "o Brasil está num bom momento de crescimento econômico, num bom momento de arrecadação de impostos em todos níveis da Federação", e que não há nenhum sentido aumentar a carga tressuaria neste momento.
"A reforma tem que ser para melhorar a qualidade dos tributos, tornar a tributação mais leve, mais eficiente, combater a sonegação de impostos e fazer com que o Brasil possa crescer mais e gerar mais empregos", disse Antônio Palocci. Segundo ele, a reunião foi muito boa, "pois todos estão entendendo que há um caminho muito positivo para resolver os problemas pendentes e nós chegamos muito próximos de um acordo hoje", disse Palocci.