A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, participa de audiência na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado |
Marina Mello
Direto de Brasília
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A ministra voltou a afirmar que tudo começou com um pedido do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo ela, em 2004 o TCU reclamava da dificuldade em obter informações referentes a gastos de suprimentos. A Casa Civil, então, criou o Suprimento de Fundos (Suprim) para facilitar o trabalho de auditagem do TCU.
A ministra foi enfática ao dizer que a Casa Civil nunca montou um dossiê. "Não há dossiê, o que há, o que existe e está a disposição de todos e da CPI são dados relacionados a cartões corporativos e a suprimento de fundos."
"Consideramos que foram vazadas informações privativas da Casa Civil. Buscamos investigar com uma comissão de sindicância, não contentes, buscamos a investigação da Polícia Federal. Está sob investigação", finalizou a ministra.
A ministra Dilma Roussef, contrariando apelos da oposição, iniciou sua fala na Comissão dando explicações sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Senadores cobraram da ministra que começasse falando sobre o vazamento do dossiê.
Integrantes da oposição engrossaram o tom e, antes mesmo de começar o depoimento da ministra, afirmaram que de nada adiantaria Dilma falar sobre o PAC sem dar suas explicações sobre o vazamento do dossiê.