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Rio: 25% dos incêndios são provocados por balões

Quarta, 7 de maio de 2008, 02h52


Levantamento do Corpo de Bombeiros do Rio mostra que, no ano passado, dos 8,4 mil incêndios florestais registrados no Estado, 25% foram provocados por queda de balões e que o custo do reflorestamento por ano é da ordem de R$ 21,6 milhões. Em 2007, a maior incidência de incêndios foi registrada nas regiões do Vale do Paraíba e Serrana.

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O secretário do Ambiente, Carlos Minc, lançou nesta terça-feira o primeiro plano estadual de combate a queimadas e incêndios florestais no Estado, com a participação do Corpo de Bombeiros, Ibama e do Instituto Estadual de Florestas (IEF). O investimento de R$ 10 milhões inclui ações de prevenção, como a proibição de queimadas em atividades agrícolas e intensificação da fiscalização para coibir, principalmente, a prática de soltar balões, uma das maiores causas da devastação florestal por fogo.

"Balão é crime ambiental e a polícia está rastreando e investigando sites de relacionamento como o Orkut, que reúnem quadrilhas de baloeiros de todo o Estado", adianta Minc. "Já identificamos oito sites que congregam, aproximadamente, 400 criminosos. Só este ano, já foram presos 60 baloeiros. Então, estamos conseguindo prevenir, utilizando o serviço de inteligência. Com a união de nossos esforços, teremos um inverno diferente. Vamos agir com rigor."

Com os recursos de prevenção às queimadas serão adquiridos ainda um helicóptero, equipado com dois cestos usados para capturar água e despejar nos focos de incêndios e seis reservatórios portáteis de água, e ainda um avião de combate a incêndios. O Corpo de Bombeiros também receberá seis caminhonetes equipadas com GPS, abafadores manuais e equipamento de rádio comunicação.

Devastação
Nos últimos 10 anos, o Estado perdeu 13 mil hectares de florestas, o equivalente a três parques nacionais da Tijuca por incêndios, principalmente em época de estiagem. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Marco Cruz Machado, será feito o monitoramento aéreo das unidades de conservação. Serão distribuídos cartazes e cartilhas alertando a população sobre as conseqüências da prática de soltar balões para o meio ambiente.

Minc instituiu ainda o Centro Integrado de Gerenciamento de Combate a Incêndios Florestais com representantes da Secretaria do Ambiente, IEF, Ibama e Corpo de Bombeiros. Um dos objetivos do grupo será desenvolver um plano específico de combate a incêndios florestais para cada unidade de conservação, seja estadual ou federal, de acordo com as características de cada parque.

O presidente do IEF, André Ilha, anunciou que, a partir de segunda-feira, serão divulgados diariamente índices de riscos de incêndios florestais, uma iniciativa de caráter preventivo e repressivo.

"A finalidade é alertar a população sobre o risco em que se encontra uma determinada área e que os cuidados devem ser redobrados", observa Ilha. "Como medida repressiva, servirá para alertar que quem for pego promovendo queimadas em uma área de risco iminente de pegar fogo terá sua penalidade agravada, de acordo com a legislação ambiental."

Para dar conta do trabalaho serão instalados centros de monitoramento da umidade e da temperatura em todos os parques estaduais. Hoje, existem três unidades dessas funcionando.

O serviço de guardas-parques, que atua somente no Parque Estadual da Ilha Grande, será estendido para as outras unidades de conservação do estado. Para isso, serão contratados mais 200 guardas-parques, que se somarão aos outros 350 homens do Corpo de Bombeiros e 200 brigadistas do Ibama no combate a incêndios florestais.

JB Online
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Terra - Brasil
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