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Ondas arrastam e matam oito na Coréia do Sul

Domingo, 4 de maio de 2008, 06h29
Equipes de resgate carregam corpo de uma das vítimas
Equipes de resgate carregam corpo de uma das vítimas
04 de maio de 2008
Reuters


Pelo menos oito pessoas morreram hoje e outras duas estão desaparecidas depois que foram arrastadas ao mar por fortes ondas no litoral oeste da Coréia do Sul, informou a agência Yonhap. Outras 13 vítimas ficaram feridas.

O fato aconteceu em um quebra-mar da cidade de Boryeong (oeste da Coréia do Sul), na província de Chungcheong Sul.

Entre os mortos, está um menino de nove anos e seu pai, além de outra criança de cinco anos e seu tio, disse Lee Won-Il, membro do serviço de guarda costeira Taean.

A polícia marítima sul-coreana disse que 29 turistas e pescadores foram resgatados em navios e levados ao hospital de Boryeong depois que grandes ondas os empurraram para o mar. Entre os resgatados estão várias pessoas em estado grave.

Segundo uma testemunha citada pela Yonhap, a corrente retrocedeu com força antes que ondas de 2 m de altura batessem sobre o quebra-mar e as rochas, arrastando várias pessoas. A polícia enviou patrulhas de navios para procurar os desaparecidos.

"A água do mar recuou antes das ondas de dois metros de altura se levantarem e romperem contra o cais, arrastando todos os que ali estavam", contou uma testemunha, citada pela agência Yonhap.

Outra testemunha, Lee Sang-Whan, afirmou que as ondas chegaram a ter entre quatro e cinco metros.

"Ouvi uns barulhos como se fossem explosões, e ao mesmo tempo uma onda se levantou da água e golpeou o quebra-mar, levando as pessoas", relatou à rede de televisão YTN TV.

Yang Sun-Kyu, outro membro do Taean, destacou que várias embarcações estão patrulhando a costa para tentar localizar os desaparecidos e outras possíveis vítimas.

Ainda não se sabe o que gerou as ondas gigantes. Os serviços de meteorologia sul-coreanos afirmam que as condições do clima não eram especialmente ruins no momento do incidente.

"O vento estava um pouco forte, como havíamos alertado, mas não tínhamos nenhuma razão para lançar alertas especiais de ondas fora do normal", declarou Bong Ji-A, membro do departamento local de meteorologia em Daejeon.

"É um pouco estranho. Vamos enviar pesquisadores ao local para ver o que pode ter acontecido", explicou.

Com AFP.

EFE
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Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI2864665-EI8143,00.html