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Marta é vaiada em festa de 1º de Maio da Força

Quinta, 1 de maio de 2008, 12h12
Assim que pegou no microfone, Marta Suplicy foi vaiada pela maioria dos presentes
Assim que pegou no microfone, Marta Suplicy foi vaiada pela maioria dos presentes
01 de maio de 2008
Ricardo Brito /Especial para Terra

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo


A ministra do Turismo, Marta Suplicy, foi vaiada pelo público que compareceu à festa do Dia do Trabalho da Força Sindical, realizada em São Paulo. A estimativa é que 300 mil pessoas participem do evento.

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Marta foi convidada a participar da festa pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, presidente da entidade. O PDT, partido ao qual pertence o deputado, costura uma aliança com o PT para as eleições municipais de São Paulo e pode apoiar uma eventual candidatura de Marta Suplicy nas eleições de outubro.

Assim que pegou no microfone para a sua fala, durante o ato político do evento, Marta Suplicy foi prontamente vaiada pela maioria dos presentes. Após cerca de um minuto, Paulinho interrompeu o discurso da ministra para chamar a atenção do público. "A Marta está aqui como minha convidada e todos vocês sabem quem é contra os trabalhadores, e não é o caso dela", disse.

Assim que voltou a falar, ainda sob vaias, ela afirmou estar presente como ministra do presidente Lula e não como ex-prefeita da cidade.

"Um pequeno grupo vaiou e muita gente aplaudiu. Não dá para vir em uma reunião desse porte e não receber nenhuma vaia. É normal, é natural que algumas pessoas vaiem", disse Marta após deixar o palco.

Sobre a possível aliança entre PT e PDT, a ministra disse que não cabe a ela a negociação. "Não estou negociando nada, é o presidente do partido (do diretório municipal), José Américo, que está discutindo essas questões".

Paulinho, por sua vez, disse que o PDT ainda não se decidiu se vai disputar com candidatura própria, junto ao bloco formado com PCdoB e PSB, ou com um apoio. "O PDT não tem nenhuma relação com o (o prefeito) Kassab, ele tem tratado muito mal os trabalhadores de São Paulo", disse.

José Américo falou que a presença de Marta no evento foi um ato de aproximação entre PT e PDT.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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