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Popularidade de Sarkozy bate recorde negativo

Segunda, 28 de abril de 2008, 12h15


Os índices de aprovação ao presidente da França, Nicolas Sarkozy, atingiram seu menor patamar em abril devido aos problemas econômicos enfrentados pelo país e aos planos do governo para cortar gastos, afirmou na segunda-feira uma pesquisa do instituto BVA.

Os números divulgados pela revista L''Express mostraram que 64 por cento das pessoas tinham uma opinião desfavorável a respeito do presidente, no cargo há um ano. A cifra ficou nove pontos percentuais acima da registrada em março.

Segundo o BVA, tal índice de rejeição é o pior desde que o instituto começou a realizar pesquisas do tipo, em 1981.

Apenas 32 por cento dos entrevistados manifestaram uma opinião positiva a respeito de Sarkozy (oito pontos percentuais a menos do que um mês atrás).

O BVA disse que os antecessores do atual presidente, Jacques Chirac e François Mitterrand, viram sua popularidade cair para 31 por cento durante seus mandatos, mas nenhum dos dois registrou um índice de rejeição tão alto.

"Essa perda de popularidade explica-se principalmente devido à queda brutal da quantidade de simpatizantes dele na direita, em especial de simpatizantes do partido UMP (de Sarkozy)", disse Jerome Sainte-Marie, analista do instituto.

A pesquisa foi realizada na semana passada, pouco antes de o presidente ter concedido uma entrevista na TV de 90 minutos, no horário nobre, para explicar seu programa de reforma e pedir desculpas pelos erros cometidos recentemente.

Uma enquete realizada pouco depois do programa disse que 51 por cento dos telespectadores não se deixaram convencer pela atuação de Sarkozy.

O líder francês deu início a seu governo em maio passado com bons índices de popularidade. Mas a aprovação ao dirigente caiu 25 pontos em apenas oito meses, prejudicada pela insatisfação dos eleitores com sua turbulenta vida particular e com os problemas enfrentados pela economia do país.

Em março, a taxa de inflação da França deu seu maior salto da última década, alimentada pelo aumento dos preços de combustíveis, produtos alimentícios e roupas.

Em um esforço para melhorar as finanças do governo e diminuir o déficit público, Sarkozy determinou que apenas 50 por cento dos funcionários públicos sejam substituídos ao se aposentarem nos próximos anos.

A ordem provocou uma onda de manifestações de rua realizadas por estudantes preocupados com a futura carência de mão-de-obra no sistema educacional, manifestações que podem "cristalizar a insatisfação geral dos franceses nas próximas semanas", segundo o BVA.

(Por Crispian Balmer)

Reuters
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Terra - Brasil
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