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Após 7 horas, termina reconstituição de caso Isabella

Domingo, 27 de abril de 2008, 17h21
Morador ajuda peritos na reconstituição da morte de Isabella
Morador ajuda peritos na reconstituição da morte de Isabella
27 de abril de 2008
Marcelo Pereira/Terra

Belisa Figueiró e Carol Rocha
Direto de São Paulo


A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a reconstituição da morte de Isabella Nardoni terminou depois de mais de 7 horas. Os carros do Grupo de Operações Especiais (GOE) deixaram o edifício London, local do crime, por volta das 17h. O delegado responsável pelo caso, Calixto Calil Filho, e as delegadas Elisabeth Sato e Renata Pontes também deixaram o prédio.

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Os peritos da polícia fizeram a simulação do crime em etapas. Pela manhã, eles começaram os trabalhos na garagem do edifício. Mais tarde, os peritos fizeram a simulação no apartamento, usando uma boneca para simular a queda da menina do 6º andar, da mesma janela onde a polícia acredita que ela tenha sido jogada. A boneca foi colocada para fora da tela de proteção presa por um cabo para que não caísse e fosse danificada.

A boneca foi colocada depois, com ajuda de testemunhas, no jardim do prédio, onde ela foi encontrada ferida. Como o pai e a madrasta de Isabella não quiseram comparecer à reconstituição, dois peritos atuaram como dublês, representando Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.

Os especialistas também foram a um prédio vizinho ao edifício London. Eles mediram a distância entre os prédios e verificaram se foi possível escutar gritos e discussões do local. Um casal que mora no prédio vizinho e afirmou ter escutado barulhos na noite do crime também auxiliou a perícia.

Quatro peritos criminais, dois médicos legistas, dois fotógrafos e dois desenhistas, acompanhados pelos delegados do caso e pelo promotor Francisco Cembranelli deram início, às 9h40, à reconstituição da morte de Isabella Nardoni, que durou até por volta das 17h.

Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida, no sábado, dia 29 de março, no jardim do prédio onde moram o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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