Morador ajuda peritos na reconstituição da morte de Isabella |
Belisa Figueiró e Carol Rocha
Direto de São Paulo
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Os peritos da polícia fizeram a simulação do crime em etapas. Pela manhã, eles começaram os trabalhos na garagem do edifício. Mais tarde, os peritos fizeram a simulação no apartamento, usando uma boneca para simular a queda da menina do 6º andar, da mesma janela onde a polícia acredita que ela tenha sido jogada. A boneca foi colocada para fora da tela de proteção presa por um cabo para que não caísse e fosse danificada.
A boneca foi colocada depois, com ajuda de testemunhas, no jardim do prédio, onde ela foi encontrada ferida. Como o pai e a madrasta de Isabella não quiseram comparecer à reconstituição, dois peritos atuaram como dublês, representando Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.
Os especialistas também foram a um prédio vizinho ao edifício London. Eles mediram a distância entre os prédios e verificaram se foi possível escutar gritos e discussões do local. Um casal que mora no prédio vizinho e afirmou ter escutado barulhos na noite do crime também auxiliou a perícia.
Quatro peritos criminais, dois médicos legistas, dois fotógrafos e dois desenhistas, acompanhados pelos delegados do caso e pelo promotor Francisco Cembranelli deram início, às 9h40, à reconstituição da morte de Isabella Nardoni, que durou até por volta das 17h.
Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida, no sábado, dia 29 de março, no jardim do prédio onde moram o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.