Notícias Brasil » Polícia

"Briga do casal era de desespero", diz vizinha

Terça, 15 de abril de 2008, 22h01


Uma mulher que mora no prédio em frente ao apartamento onde residem o pai e a madrasta de Isabella Nardoni disse em entrevista divulgada nesta terça-feira pelo Jornal Nacional, que a briga que ouviu de vizinhos na noite da morte não era uma "típica briga de casal". "Era uma briga de desespero", afirmou Ana Ferrari. Ela e o marido, Walter Rodrigues, afirmaram ter prestado depoimento à polícia sobre o caso.

» Veja a cronologia do caso Isabella
» Veja todos os vídeos do caso Isabella
» Apenas casal teria tido acesso à menina
» Opine sobre o caso Isabella

Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida, no sábado, dia 29, no jardim do prédio onde moram o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h. O casal ficou 9 dias preso por suspeita de envolvimento na morte.

Segundo o casal de vizinhos, eles ouviram uma discussão marcada especialmente por uma voz feminina. A mulher teria dito "muitos palavrões". A briga teria durado cerca de cinco minutos e sido seguida por um silêncio de 10 minutos. Depois, os dois relataram que escutaram gritos vindo debaixo do prédio. "O que me chamou (a atenção) foi justamente quando a pessoa virou e falou assim: 'jogaram a Isabella do sexto andar'", disse Ana.

Segundo a vizinha, a mulher "gritava muito e falava os mesmos palavrões que já tínhamos ouvido". O casal teria saído correndo e chamado o resgate. Rodrigues disse que falou ao atendente do 193 que uma criança havia caído de um edifício. Ele afirmou que a pessoa do outro lado da linha o corrigiu, dizendo que ela tinha sido "jogada".

Rodrigues conta que, quando entrou no prédio, viu a menina estendida no chão. Ela teria os olhos abertos e a boca entreaberta, manchada de sangue.

O vizinho disse que procurou o pai de Isabella. Alexandre Nardoni teria falado a ele que "tinha uma pessoa má no apartamento dele" e que esse alguém "tinha jogado a filha dele". Ana também afirmou que ouviu o pai e madrasta falarem que tinham "cruzado com o ladrão" e que a casa "tinha sido arrombada".

Os advogados de Alexandre Nardoni sustentam que ele negou em depoimento o arrombamento e ter visto algum suspeito jogar a menina pela janela. Ele disse à polícia que deixou sua mulher e os dois filhos do casal no carro e subiu para colocar Isabella, que já dormia, na cama. O pai da vítima teria descido para ajudar a carregar as outras duas crianças, respectivamente de 3 anos e 11 meses, e, ao voltar ao apartamento, viu a tela cortada e a filha caída no gramado em frente ao prédio.

Segundo os advogados, Nardoni também disse em depoimento que a porta não estava arrombada.

Redação Terra
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI2746265-EI5030,00.html