Notícias Brasil » Polícia

Promotor: perícia vincula pai e madrasta a ferimentos

Sexta, 11 de abril de 2008, 17h48


O promotor Francisco Cembranelli, responsável pelo caso da morte de Isabella, afirmou hoje que há informações preliminares, "categóricas", do Instituto de Criminalística que permitem vincular o pai e a madrasta da menina aos ferimentos causados à criança "e ao que ocorreu propriamente dito na cena do crime". Ele deu as declarações ao comentar a libertação do casal, nesta tarde.

» Veja a cronologia do caso Isabella
» Fotos: casal é solto
» Veja: perícia vincula casal a ferimentos
» Opine sobre o caso Isabella

Cembranelli disse também que "há testemunhas absolutamente idôneas já ouvidas e que desmentem a versão trazida pelo casal. Revelarei apenas um detalhe: essas testemunhas indicaram que 10 minutos antes (de encontrarem a menina no jardim) houve uma ferrenha discussão no interior do apartamento, sendo reconhecida a voz da pessoa que discutia e que foi posteriormente comparada com a voz de Anna Carolina Jatobá no momento em que gritava ao celular no térreo ao lado do corpo da menina". Segundo ele, os depoimentos relataram "muitos palavrões" na discussão.

"A verdade é que o casal em momento algum mencionou uma discussão em seus depoimentos", afirmou.

O desembargador Caio Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu nesta sexta-feira o habeas-corpus ao casal Alexandre Nardoni, e Anna Carolina, investigado pela morte de Isabella. A decisão poderá ser ainda questionada por meio de recurso ao Superior Tribunal de Justiça.

Isabella foi encontrada ferida, no sábado, dia 29 de março, no jardim do prédio onde moram o pai e a madrasta, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.

Há suspeitas de que ela tenha sido atirada da janela do apartamento, no 6º andar do edifício. O pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, saíram da prisão hoje após 9 dias detidos.

O promotor afirmou que a liberdade do casal compromete as perícias e permitiria o contato com eventuais testemunhas. "A investigação segue seu curso normal. Sob minha ótica, prejudica as investigações, mas continuo com a fé inabalável de que descobriremos quem matou Isabella", disse.

Eu farei o que a sociedade espera que um promotor faça. Eu quero justiça", declarou Cembranelli.

Redação Terra
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI2739990-EI5030,00.html