Notícias » Brasil

UnB: após protesto, reitor diz que não deixa cargo

Terça, 8 de abril de 2008, 12h04

Elaine Lina
Direto de Brasília


O reitor da Universidade de Brasília (Unb), Timothy Mulholland, reafirmou na manhã de hoje que não vai deixar o cargo. Mulholland ressaltou, entretanto, que pretende evitar usar de violência para que os estudantes desocupem a reitoria da UnB. Na segunda-feira, houve confronto entre os seguranças da universidade e os alunos.

» Veja fotos da ocupação
» Estudantes permanecem na reitoria
» Estudantes passarão 5ª noite na UnB
» Opine sobre a ocupação da UnB

Na tarde de segunda-feira, por volta das 16h, cerca de 500 estudantes dominaram todos os andares da reitoria, que antes era ocupada apenas parcialmente. Segundo os estudantes, eles só deixam o prédio quando o reitor deixar o comando da universidade.

"Nós temos paciência. Estamos lidando com os nossos estudantes. Não queremos que sofram violência e vamos desenvolver até a exaustão o diálogo", disse o reitor.

Mulholland concedeu entrevista coletiva no Centro de Turismo do campus. Ele precisou ser escoltado por seguranças ao sair do local, devido aos protestos feitos pelos alunos da universidade.

O reitor explicou ainda que a decisão de cortar a água e a luz da reitoria foi tomada pela Polícia Federal como uma estratégia para forçar a desocupação.

Segundo Mulholland, a manifestação dos estudantes é uma retaliação ao processo de inclusão social desenvolvido pela UnB. Ele disse que o aumento do número de vagas para estudantes negros e de baixa renda tem provocado reações contrárias. "Trabalhamos com a diversidade brasileira, mas essas politicas muitas vezes não são compreendidas e não agradam. Há uma reação a isso", afirmou.

Sobre os elevados gastos com a decoração do apartamento em que morava, Mulholland voltou a dizer que a decisão foi colegiada, dos conselheiros da Universidade. "Foi um processo institucional e não pessoal", disse.

Após a entrevista, a coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Luiza Oliveira, afirmou que, "enquanto reitor e vice (Edgar Mamya) não saírem, permaneceremos por tempo indefinido na reitoria".

Com informações da Agência Brasil

Redação Terra
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI2732943-EI306,00.html