Elaine Lina
Direto de Brasília
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Na tarde de segunda-feira, por volta das 16h, cerca de 500 estudantes dominaram todos os andares da reitoria, que antes era ocupada apenas parcialmente. Segundo os estudantes, eles só deixam o prédio quando o reitor deixar o comando da universidade.
"Nós temos paciência. Estamos lidando com os nossos estudantes. Não queremos que sofram violência e vamos desenvolver até a exaustão o diálogo", disse o reitor.
Mulholland concedeu entrevista coletiva no Centro de Turismo do campus. Ele precisou ser escoltado por seguranças ao sair do local, devido aos protestos feitos pelos alunos da universidade.
O reitor explicou ainda que a decisão de cortar a água e a luz da reitoria foi tomada pela Polícia Federal como uma estratégia para forçar a desocupação.
Segundo Mulholland, a manifestação dos estudantes é uma retaliação ao processo de inclusão social desenvolvido pela UnB. Ele disse que o aumento do número de vagas para estudantes negros e de baixa renda tem provocado reações contrárias. "Trabalhamos com a diversidade brasileira, mas essas politicas muitas vezes não são compreendidas e não agradam. Há uma reação a isso", afirmou.
Sobre os elevados gastos com a decoração do apartamento em que morava, Mulholland voltou a dizer que a decisão foi colegiada, dos conselheiros da Universidade. "Foi um processo institucional e não pessoal", disse.
Após a entrevista, a coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Luiza Oliveira, afirmou que, "enquanto reitor e vice (Edgar Mamya) não saírem, permaneceremos por tempo indefinido na reitoria".
Com informações da Agência Brasil