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CPI dos Cartões quer obrigar Dilma a depor

Terça, 25 de março de 2008, 12h26


A presidente da CPI mista dos Cartões Corporativos, Marisa Serrano (PSDB-MS), afirmou que os depoentes passarão a ser convocados, e não mais convidados para a CPI. A mudança já valerá para o requerimento que será votado amanhã convocando a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para prestar esclarecimentos.

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No caso de ser convidada, a ministra poderia recusar a comparecer à CPI, ou mesmo negociar com a presidência da comissão outras datas para os depoimentos. Já no caso da aprovação do requerimento de convocação, ela será obrigada a comparecer.

"Amanhã votamos (o requerimento) da Dilma. Alguém tem de explicar e quem detém o poder para explicar é a ministra Dilma. E será convocação", ressaltou.

O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), apoiou a decisão de convocar e não mais convidar os depoentes. "Convite em CPI beira o ridículo", disse. "Em CPI não cabe a figura do convite", completou.

Na primeira reunião da CPI, há 15 dias, foi acordado que os depoentes primeiro seriam convidados e, se não comparecessem, seriam automaticamente convocados. "Se convoca e não vem, obriga a vir sob pena de responder por crime de responsabilidade", disse Virgílio.

Segundo Marisa Serrano, a alteração também se deve ao cancelamento do depoimento do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Jorge Felix, inicialmente previsto para hoje.

"Depois desse dossiê, em hipótese alguma podemos deixar a CPMI. Agora zera tudo. Não tem acordo e vamos até o fundo", acrescentou Marisa, referindo-se ao à divulgação, pela revista Veja, de suposto dossiê do governo para divulgar gastos com cartão corporativo na gestão de Fernando Henrique Cardoso.

Segundo Marisa Serrano, o PSDB também decidiu que vai brigar pela abertura dos documentos sigilosos de gastos da presidência no governo Fernando Henrique e no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O argumento é que, depois da divulgação do suposto dossiê, não há por que afirmar que os gastos da Presidência da República são sigilosos e não podem ser divulgados.

"Quero ver se esses documentos são sigilosos. São documentos que a Nação brasileira não pode ver? Acho que pode sim. Nenhum atenta contra a integridade física e moral do presidente. Então tem de abrir todos", disse a presidente da CPI.

"Vamos abrir o sigilo de todo mundo. Do Fernando Henrique, da dona Ruth, da dona Marisa, do presidente Lula, dos familiares, do vice-presidente. É dinheiro do povo brasileiro e temos a obrigação de dar uma resposta. (A CPI) Pode fazer? Pode. Tem o direito de fazer? Tem. E vai fazer", acrescentou.

Virgílio afirmou ainda que o objetivo da oposição agora é "esgotar todas as tentativas para deixar bem claro quem é que não quer apurar os fatos". "Não tem por que acreditar no sigilo. O dossiê é verdadeiro, não é falso", afirmou.

Arthur Virgílio ainda acrescentou que o PSDB deve ir amanhã ao procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, pedir investigação sobre o dossiê. "Pedir que se investigue esse gesto criminoso de manipular dados e formular dossiês", disse.

familiares, do vice-presidente. É dinheiro do povo brasileiro e temos a obrigação de dar uma resposta. A CPMI Pode fazer? Pode. Tem o direito de fazer? Tem. E vai fazer", acrescentou.

O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), apoiou a decisão de convocar e não mais convidar os depoentes. "Convite em CPI beira o ridículo", disse. "Em CPI não cabe a figura do convite", completou.

Na primeira reunião da CPMI, há quinze dias, foi acordado que os depoentes primeiro seriam convidados e, se não comparecessem, seriam automaticamente convocados. "Se convoca e não vem, obriga a vir sob pena de responder por crime de responsabilidade", disse Virgílio.

Ele afirmou que o objetivo da oposição agora é "esgotar todas as tentativas para deixar bem claro quem é que não quer apurar os fatos". "Não tem por que acreditar no sigilo. O dossiê é verdadeiro, não é falso", afirmou.

Arthur Virgílio ainda acrescentou que o PSDB deve ir amanhã (26) ao procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, pedir investigação sobre o dossiê. "Pedir que se investigue esse gesto criminoso de manipular dados e formular dossiês", disse.

Agência Brasil
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Terra - Brasil
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