Acompanhantes espancam o aposentado Ovídio Martinelli |
Chico Siqueira
Direto de Bilac
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"Elas ainda responderão com agravante porque a vítima tem mais de 60 anos de idade", afirmou Dias. Segundo ele, o enquadramento de tortura se deve porque as mulheres teriam continuado a agredir o aposentado por dias seguidos e o ameaçado de morte.
O advogado das mulheres, Marco Aurélio Alves, disse que não poderia comentar o caso porque ainda não conversou com as suspeitas, o que deverá fazer neste fim de semana.
O delegado Dias disse que decidiu pedir a prisão temporária das duas acompanhantes por 30 dias para poder concluir o inquérito. Segundo o delegado, se o inquérito não for concluído, ele poderá pedir a prorrogação da prisão por mais 30 dias. Ao final dos trabalhos, ele afirmou que vai pedir a prisão preventiva das duas.
O delegado pretende ouvir nos próximos dias mais uma testemunha do caso - uma mulher que trabalhou por alguns meses na casa de Martinelli e deu entrevistas dizendo que viu algumas agressões. Também vai ouvir novamente os filhos do idoso e as duas suspeitas.
Novas imagens
O próximo passo da polícia será assistir a mais 72 horas de imagens que foram gravadas pelas câmeras e ainda não foram vistas nem pela polícia nem pelos filhos de Martinelli. As imagens foram captadas entre os dias 8 e 10 de março. As imagens vistas até agora foram captadas entre os dias 28 de fevereiro e 7 de março.
A expectativa é de que novas agressões sejam encontradas nas imagens que ainda serão analisadas. "Se naqueles dias houve agressão é possível que nos seguintes também tenha havido", disse o delegado. "Fico imaginando o que pode ter ocorrido nos quatro anos em que uma das acusadas esteve tomando conta do idoso", acrescentou.
As imagens também deverão embasar a polícia nas investigações sobre a possibilidade de a mulher do idoso, Antônia Bacchi Martinelli, 90 anos, também ter sido torturada pelas acompanhantes. "A nossa família suspeita que nossa mãe também tenha sido agredida", disse Genival Martinelli, um dos filhos do casal.