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EUA não têm moral para falar sobre direitos humanos, diz China

Quarta, 12 de março de 2008, 22h05


A China disse que os Estados Unidos não têm moral para se apresentar como "defensor dos direitos humanos" e distorcem a verdade em sua recente avaliação de que Pequim controla a vida política e religiosa do país.

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Um novo relatório do Departamento de Estado dos EUA sobre a situação global dos direitos humanos, divulgado nesta semana, não inclui a China entre os maiores violadores mundiais de direitos, mas diz que o comportamento do regime chinês continua "ruim".

Os preparativos da China para a Olimpíada de agosto em Pequim atraem crescente atenção mundial para os rígidos ¿ e às vezes rudes ¿ controles do governo sobre seus cidadãos, algo a que um porta-voz reagiu com sarcasmo.

"Sugerimos humildemente que os EUA desistam de posar como um 'defensor dos direitos humanos' e dediquem mais atenção ao próprio comportamento dos Estados Unidos nos direitos humanos", disse Qin Gang, porta-voz da chancelaria, em nota divulgada pela agência estatal de notícias Xinhua.

"Parem de exercitar duplos padrões nas questões de direitos humanos e de interferir equivocadamente nos assuntos internos de outros países." Washington e Pequim recentemente concordaram em retomar um "diálogo" a respeito de direitos humanos, e hoje o chanceler Yang Jiechi disse que seu governo está disposto a discutir o assunto "em pé de igualdade."

Segundo Qin, "a parte do relatório norte-americano relativa à China continua a distorcer os fatos e atacar sem embasamento a situação dos direitos humanos na China e a falar mal dos sistemas étnico, religioso e judicial da China."

Reuters
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Terra - Brasil
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