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Rumsfeld cogita que não houvesse armas no Iraque

Quarta, 4 de fevereiro de 2004, 15h56


O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, considerou "possível, mas improvável" que o Iraque não possuísse armas de destruição em massa antes da invasão. Segundo ele, "existe a teoria" de que não houvesse armas de destruição em massa no Iraque no início da guerra. "Suponho que isso é possível, mas improvável", disse Rumsfeld no Congresso, aonde foi para explicar orçamento de seu Departamento para 2005.

Rumsfeld disse que existe também a possibilidade de que essas supostas armas químicas e biológicas que justificaram a guerra "fossem transferidas total ou parcialmente para um ou mais países". Outras opções apontadas pelo chefe do Pentágono é que as armas existiam, mas foram "dispersadas e escondidas" pelo território iraquiano, "destruídas antes do início do conflito", ou que tudo foi "uma farsa" de Saddam Hussein para enganar o mundo.

O chefe do Pentágono ressaltou que, em qualquer caso, os serviços de inteligência acertaram no fato de que o Iraque tinha uma desenvolvida capacidade balística e que "mantinha contatos de alto nível com Coréia do Norte para obter tecnologia mais avançada". "Esses mísseis poderiam ter sido carregados com armas de destruição em massa e ter sido usados para ameaçar países vizinhos", acrescentou.

Rumsfeld passou por alto pelas conclusões do ex-chefe da missão de inspetores David Kay de que não havia armas não-convencionais no Iraque antes da guerra, e destacou que a equipe de investigação ainda está trabalhando para achar as armas. "É uma tarefa difícil. É preciso pensar que nos custou 10 meses para encontrar Saddam Hussein. O buraco em qual ele foi encontrado era suficientemente grande para esconder armas biológicas (capazes de) matar milhares de seres humanos", disse.

O chefe do Pentágono se declarou "convencido de que o presidente dos Estados Unidos tomou a decisão correta" ao invadir Iraque. "Que não haja nenhuma dúvida. O mundo é hoje um lugar mais seguro e o povo iraquiano está muito melhor graças à invasão", ressaltou.

EFE
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Terra - Brasil
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