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Atentado contra ônibus mata 11 em Jerusalém

Quinta, 29 de janeiro de 2004, 05h48
Vista aérea mostra local do atentado
Vista aérea mostra local do atentado
29 de janeiro de 2004
AP


Um suicida palestino matou pelo menos dez pessoas hoje ao provocar a explosão de um ônibus no centro de Jerusalém. O ataque ocorreu na rua Aza, perto da residência oficial do primeiro-ministro Ariel Sharon, que estava em seu rancho, no deserto de Negev. Outras 50 pessoas ficaram feridas, sendo 10 em estado grave.

O atentado transformou a área residencial em um pesadelo nas primeiras horas da manhã de hoje. Nesta hora de grande circulação, o ônibus 19, que faz a ligação entre os dois maiores hospitais da cidade (Hadassah Ein Kerem na zona oeste e Hadassah Mont Scopus na zona leste) estava lotado de funcionários que terminavam o plantão da noite. Eles foram surpreendidos pela explosão, que arrancou o teto do veículo e espalhou corpos pela rua.

Um bombeiro entrevistado pela televisão israelense disse que o autor do atentado estava na parte central do veículo. O artefato, segundo a polícia, era de grande potência e continha grande quantidade de metralha, o que causou um grande número de feridos em estado grave.

As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, grupo armado ligado ao Fatá, movimento de Yasser Arafat, reivindicaram o atentado suicida. Em uma nota, o grupo garantira ter responsabilidade completa pela ação em Jerusalém e "honram seu executor", Ali Munir Yahara, de 25 anos, do campo de refugiados de Deheisha.

O suicida era policial da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em Belém, única cidade cisjordaniana à qual Israel enviou os serviços de segurança em junho de 2003. Em um vídeo divulgado hoje, ele explica que o atentado é executado por causa da incursão militar israelense de ontem no bairro de Zeitun de Gaza na qual morreram oito palestinos, quatro da Jihad Islâmica e o restante de civis.

O ataque, o primeiro em Israel desde 25 de dezembro passado, ocorre no mesmo dia em que se realiza uma troca de prisioneiros entre o Estado judaico e o movimento xiita libanês Hezbolá, previsto para o aeroporto militar de Colônia-Wahn, oeste da Alemanha. De acordo com o que ficou combinado, Israel libertará 400 prisioneiros palestinos esta quinta-feira.

"Este atentado é a razão pela qual Israel constrói uma cerca de segurança, porque é a única maneira de defender-nos", disseram fontes do Escritório do primeiro-ministro em referência ao muro de separação que Israel constrói na Cisjordânia. "Não havia nenhuma ameaça específica, nosso estado de alerta era normal para a situação de conflito (na qual estamos)", ressaltou Levy. No entanto, fontes de imprensa locais informaram que neste momento os órgãos de segurança israelenses têm 55 alertas gerais de atentados.

EFE
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI261671-EI308,00.html