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Grupo islâmico condena lei do véu da França

Segunda, 22 de dezembro de 2003, 16h04


A Irmandade Muçulmana do Egito criticou o projeto de lei do presidente francês, Jacques Chirac, que proíbe o uso de véus islâmicos e outros símbolos religiosos nas escolas públicas do país. O grupo, clandestino mas tolerado, é uma das organizações islâmicas mais influentes do mundo. A Irmandade disse em nota que a decisão de Chirac é baseada na falta de compreensão do papel dos véus islâmicos. "A Irmandade Muçulmana se opõe fortemente a esta decisão e a considera uma interferência na liberdade pessoal e religiosa dos muçulmanos", diz a nota.

Chirac enfureceu os muçulmanos ao criar um projeto de lei que proíbe símbolos religiosos explícitos em escolas públicas, incluindo a hijab, ou véu muçulmano, crucifixos cristãos grandes ou o solidéu judaico. "A filosofia secular na qual o presidente francês baseou sua decisão para apoiar esta proposta, considerando o hijab um símbolo religioso, não é correta. O hijab é um dever religioso", diz a nota.

Mohammed Sayed Tantawi, o grande xeque do al-Azhar do Cairo (a mais prestigiosa instituição do islamismo suni), disse na semana passada que é o direito de qualquer Estado criar as leis que considera apropriadas. O ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy, vai discutir a questão do véu com Tantawi durante uma visita ao Egito, disse o embaixador francês no Cairo à Agência de Notícias do Oriente Médio (Mena), na segunda-feira.

Reuters
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Terra - Brasil
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