Chirac enfureceu os muçulmanos ao criar um projeto de lei que proíbe símbolos religiosos explícitos em escolas públicas, incluindo a hijab, ou véu muçulmano, crucifixos cristãos grandes ou o solidéu judaico. "A filosofia secular na qual o presidente francês baseou sua decisão para apoiar esta proposta, considerando o hijab um símbolo religioso, não é correta. O hijab é um dever religioso", diz a nota.
Mohammed Sayed Tantawi, o grande xeque do al-Azhar do Cairo (a mais prestigiosa instituição do islamismo suni), disse na semana passada que é o direito de qualquer Estado criar as leis que considera apropriadas. O ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy, vai discutir a questão do véu com Tantawi durante uma visita ao Egito, disse o embaixador francês no Cairo à Agência de Notícias do Oriente Médio (Mena), na segunda-feira.
Reuters