Situação geográfica e superfíce - Delimitado ao Norte pela Turquia, ao Leste pelo Irã, ao Sul pelo Kuwait e Golfo Pérsico, ao Sudoeste pela Arábia Saudita e Jordânia e a Oeste pela Síria, o Iraque tem uma superfície de 438.317 km². Só tem um acesso limitado ao mar, ao Sul de seu território, pelo Golfo Pérsico.
População - Cerca de 24 milhões de habitantes, em sua maioria árabes xiitas (mais de 55% da população), seguidos por árabes sunitas (cerca de 25%), curdos (15%) e assírio-cristãos (cerca de 700 mil pessoas). Os curdos, quase todos sunitas, são cerca de 3,5 milhões de habitantes.
Capital - Bagdá, cinco milhões de habitantes.
Religião - O Islã é a religião do Estado. O poder está essencialmente nas mãos da minoria árabe-sunita, à qual pertence Saddam Hussein. Os cristãos (mais de 700 mil) são, em sua maioria, caldeus.
História - Sob governo britânico depois do fim do Império Otomano no final da Primeira Guerra Mundial, em 1918, o Iraque conseguiu a independência em 1932. A monarquia foi abolida em 1958 por um golpe de Estado militar e a República foi instaurada.
Em 1968, um novo golpe de Estado levou o partido Baath ao poder. O novo chefe de Estado, Ahmad Hassan al-Bakr, era primo de Saddam Hussein, homem forte do regime. Ele tomou o poder oficialmente em 16 de julho de 1979, acumulando as funções de chefe de Estado, primeiro-ministro, secretário-geral do Baath, presidente do Conselho de Comando da Revolução e comandante-em-chefe do exército.
Sob o domínio de Saddam Hussein, o Iraque enfrentou vários conflitos sangrentos: a guerra Irã-Iraque (1980-1988), a Guerra do Golfo (1991) e a segunda Guerra do Golfo, realizada pelas forças da coalizão anglo-americanas (março/abril 2003), que pôs fim ao regime do ex-presidente.
Instituições políticas - desde 1968, ano da tomada do poder pelo Baath, o país era regido por uma constituição que proclama que o povo iraquiano é formado por duas etnias principais, árabe e curda, e outras nacionalidades (assírios, caldeus, siríacos). A orientação econômica do Iraque é socialista. A mais alta autoridade do país era o Conselho de Comando da Revolução, presidido por Saddam Hussein desde 1979. O Conselho Nacional (Parlamento), de 250 membros, era dominado pelo Baath. Desde abril de 2003, o país é dirigido pelo administrador civil americano, Paul Bremer, acompanhado desde 13 de julho por um conselho de governo transitório, composto por 25 membros.
O país está dividido em quatro setores administrativos. No início de setembro, a Polônia tomou o controle de cinco províncias, transformando-se no terceiro país, depois dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, a comandar uma zona de ocupação no Iraque. A totalidade destas áreas é supervisionada pelos Estados Unidos.
Em 15 de novembro, um acordo foi assinado entre o Conselho de Governo e o administrador-chefe americano sobre um calendário para a passagem do poder (um governo provisório, em junho de 2004, e eleições, em 2005).
Economia / Recursos - O petróleo é o principal recurso. O Iraque é membro da OPEP e suas reservas comprovadas de petróleo, avaliadas em 113 bilhões de barris, são as segundas maiores, atrás da Arábia Saudita. Sua reservas prováveis são estimadas em 220 bilhões de barris.
O Iraque esteve sob embargo de petróleo desde agosto de 1990 (depois da invasão do Kuwait), até abril de 2003. O Iraque tinha produzido em fevereiro de 2003 uma média de 2,3 milhões de barris diários (mbd), com uma capacidade de 2,7 mbd, dos quais 1,7 mbd foram exportados.
Segundo uma resolução da ONU de abril de 1995, cuja aplicação começou em dezembro de 1996 sob rígido controle internacional, um acordo "petróleo por alimentos" permitiu financiar cerca de US$ 65 bilhões destinados a comprar alimentos e medicamentos.
Antes da guerra do Golfo (1991), a capacidade de produção era de 3,4 mbd e sua cota na OPEP, de 3,14 mbd.As reservas de gás, por sua vez, são estimadas oficialmente em 5 trilhões de metros cúbicos, entre eles 3,1 trilhões comprovados.
Dívida externa - Entre US$120 e 130 bilhões de dólares, segundo estimativas. Em outubro passado, países e instituições internacionais que participaram de uma conferência de doadores em Madri prometeram contribuir com 33 bilhões de dólares para a reconstrução do Iraque.
Forças armadas - A coalizão no Iraque, dirigida pelos Estados Unidos, está formando um novo exército depois da dissolução das forças armadas do regime deposto. O objetivo é o de formar, antes do final do próximo ano, 27 batalhões de infantaria motorizada com um efetivo de 40 mil homens.
País membro da Liga Árabe e da Organização da Conferência Islâmica (OCI).
AFP