Xu Guangwei, diretor honorário da Associação China contra o Câncer e da Fundação para a Prevenção do Câncer de Mama, disse que o número total de mulheres com a doença pode chegar a dois milhões. Em comparação com o aumento moderado do câncer de mama nos países ocidentais, a incidência desta doença na China disparou.
Xangai registra o maior número de mortes. Durante a década de 70, dezessete em cada cem mil mulheres sofriam de câncer de mama na cidade, um número que aumentou para 60 desde então, segundo dados do centro para o controle de doenças de Xangai. Além disso, Xu contou que "as chinesas jovens têm agora mais risco de contrair câncer de mama".
A tendência fez com que as autoridades de saúde chinesas e muitas associações de combate à doença pedissem uma maior atenção ao problema. Entre elas, o The Pink Ribbon Group (Grupo Laços Rosas), liderado por Mu Yeliang, uma vítima do câncer de mama quando tinha 30 anos. Por dois anos, ela desenvolveu um programa informativo sobre o tratamento e o apoio mental para enfrentar a doença, um trabalho "crucial", em sua opinião.
Do Hospital Feminino de Wuzhou, na capital, o médico Li Xiaoli informa que detectar o problema a tempo é fundamental para salvar as pacientes e prevenir uma epidemia nacional da doença.
Segundo a Associação China Contra o Câncer, a incidência e o índice de mortalidade do câncer de mama nas maiores cidades do país aumentaram em 37% e 38,9%, respectivamente, durante os anos 90, e nisso também incluiu decisivamente a degradação ambiental.
EFE