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Febre amarela ameaça bancos de sangue no Carnaval

Domingo, 20 de janeiro de 2008, 16h50

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo


A corrida aos postos de saúde para a vacinação contra febre amarela pode trazer um efeito colateral para os hemocentros brasileiros no período de Carnaval, quando o estoque de sangue é costumeiramente baixo. Isso porque quem recebe a vacina fica impedido de realizar uma doação pelo período de por 30 dias. Ou seja, aqueles que se vacinaram a partir de 5 de janeiro só poderão doar após o Carnaval.

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O Carnaval é considerado um período crítico devido ao grande número de acidentes nas estradas e casos de embriaguez que resultam em traumatismos, que necessitam de doação de sangue. Por outro lado, por conta da festa, muitos doadores viajam e os bancos de sangue costumam ter uma freqüência menor.

De acordo com Osvaldo Donini, coordenador da rede de hemocentros de São Paulo, a situação preocupa e os bancos de sangue estão em campanha para receber mais doadores.

"A verdade é que não temos um histórico de experiências anteriores. No Rio de Janeiro, antes dos Jogos Pan-Americanos, houve um surto de rubéola, houve uma certa apreensão, mas no fim, tudo correu bem", disse.

Uma das orientações dadas por Donini é que aqueles que vão viajar para áreas consideradas de risco para a febre amarela, que façam a doação antes de ser vacinados.

"O Carnaval é um período de demanda alta e é preciso ficar atento. Nessa época, o número de doadores cai entre 30 e 50%", diz.

Segundo Donini, os estoques normalmente são suficientes para um período entre cinco e dez dias. Hoje, o estoque é suficiente para atender cerca de cinco dias.

De acordo com a fundação Pró-Sangue de São Paulo, que tem o maior posto de coleta da cidade - no Hospital das Clínicas - para reforçar o estoque, foram enviadas cerca de 50 mil malas diretas para doadores.

Somente no Hospital das Clínicas, até 500 bolsas de sangue são coletadas diariamente.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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