Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
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O Carnaval é considerado um período crítico devido ao grande número de acidentes nas estradas e casos de embriaguez que resultam em traumatismos, que necessitam de doação de sangue. Por outro lado, por conta da festa, muitos doadores viajam e os bancos de sangue costumam ter uma freqüência menor.
De acordo com Osvaldo Donini, coordenador da rede de hemocentros de São Paulo, a situação preocupa e os bancos de sangue estão em campanha para receber mais doadores.
"A verdade é que não temos um histórico de experiências anteriores. No Rio de Janeiro, antes dos Jogos Pan-Americanos, houve um surto de rubéola, houve uma certa apreensão, mas no fim, tudo correu bem", disse.
Uma das orientações dadas por Donini é que aqueles que vão viajar para áreas consideradas de risco para a febre amarela, que façam a doação antes de ser vacinados.
"O Carnaval é um período de demanda alta e é preciso ficar atento. Nessa época, o número de doadores cai entre 30 e 50%", diz.
Segundo Donini, os estoques normalmente são suficientes para um período entre cinco e dez dias. Hoje, o estoque é suficiente para atender cerca de cinco dias.
De acordo com a fundação Pró-Sangue de São Paulo, que tem o maior posto de coleta da cidade - no Hospital das Clínicas - para reforçar o estoque, foram enviadas cerca de 50 mil malas diretas para doadores.
Somente no Hospital das Clínicas, até 500 bolsas de sangue são coletadas diariamente.