Pessoas carregam velas durante cerimônia em memória dos que morreram de aids em Sidnei |
Em Cingapura, mulheres vestidas com pouca roupa distribuíram preservativos gratuitamente. Monges budistas oraram na Tailândia e a China levou ao ar seu primeiro anúncio de TV sobre camisinha feito com apoio oficial.
O Dia Mundial de Luta contra a Aids acontece em meio às notícias sobre um plano de 5,5 bilhões de dólares a fim de distribuir os remédios necessários para combater a doença que hoje atinge 40 milhões de pessoas em todo o mundo. Aos menos 6 milhões de pessoas com HIV dos países em desenvolvimento precisam de remédios anti-retrovirais com urgência. Mas entre 300 mil e 400 mil dessas pessoas, apenas, têm acesso aos caros medicamentos.
Os planos da Organização das Nações Unidas (ONU) pretendem levar os remédios para metade desses 6 milhões de pessoas até o final de 2005. "Um total de 8 mil pessoas morre todos os dias e reconhecemos que esse é um imperativo moral para agirmos", afirmou Bjorn Melgaard, da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Estimativas divulgadas na semana passada mostram que as mortes e os casos novos de aids atingiram níveis inéditos em 2003 e devem subir ainda mais. Ao final deste ano, a aids deverá ter matado cerca de 3 milhões de pessoas e ter contaminado outras 5 milhões.
A África subsaariana continua a ser a região mais atingida do mundo, com cerca de 3,2 milhões de novas contaminações e 2,3 milhões de mortos em 2003. E, o que é mais preocupante, a doença se espalha mais rapidamente na Ásia - neste ano, foram 1 milhão de novos casos. No Camboja, o país da região mais afetado pela doença, cerca de 3 mil estudantes, ativistas e dançarinos realizaram uma passeata em Phnm Penh (capital).
A China, há muito tempo criticada por não dar atenção à aids, mostrou-se mais mobilizada neste ano. Uma minissérie de 20 capítulos, chamada Fita Vermelha, estreará nesta semana na TV estatal do país. A história gira em torno de uma mulher que percebe estar contaminada pelo vírus da aids após receber uma transfusão de sangue do namorado. E o primeiro anúncio sobre preservativos com apoio oficial finalmente estreou no país asiático.
Reuters