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Passeatas e orações marcam Dia Mundial da Aids

Segunda, 1 de dezembro de 2003, 12h00
Pessoas carregam velas durante cerimônia em memória dos que morreram de aids em Sidnei
Pessoas carregam velas durante cerimônia em memória dos que morreram de aids em Sidnei
01 de dezembro de 2003
AP


Milhões de pessoas em todo o mundo marcam o Dia Mundial da Luta contra a Aids, hoje, com passeatas e orações em meio a esperanças alimentadas por um novo plano mundial de distribuir remédios anti-retrovirais para 3 milhões de pacientes até 2005.

Em Cingapura, mulheres vestidas com pouca roupa distribuíram preservativos gratuitamente. Monges budistas oraram na Tailândia e a China levou ao ar seu primeiro anúncio de TV sobre camisinha feito com apoio oficial.

O Dia Mundial de Luta contra a Aids acontece em meio às notícias sobre um plano de 5,5 bilhões de dólares a fim de distribuir os remédios necessários para combater a doença que hoje atinge 40 milhões de pessoas em todo o mundo. Aos menos 6 milhões de pessoas com HIV dos países em desenvolvimento precisam de remédios anti-retrovirais com urgência. Mas entre 300 mil e 400 mil dessas pessoas, apenas, têm acesso aos caros medicamentos.

Os planos da Organização das Nações Unidas (ONU) pretendem levar os remédios para metade desses 6 milhões de pessoas até o final de 2005. "Um total de 8 mil pessoas morre todos os dias e reconhecemos que esse é um imperativo moral para agirmos", afirmou Bjorn Melgaard, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Estimativas divulgadas na semana passada mostram que as mortes e os casos novos de aids atingiram níveis inéditos em 2003 e devem subir ainda mais. Ao final deste ano, a aids deverá ter matado cerca de 3 milhões de pessoas e ter contaminado outras 5 milhões.

A África subsaariana continua a ser a região mais atingida do mundo, com cerca de 3,2 milhões de novas contaminações e 2,3 milhões de mortos em 2003. E, o que é mais preocupante, a doença se espalha mais rapidamente na Ásia - neste ano, foram 1 milhão de novos casos. No Camboja, o país da região mais afetado pela doença, cerca de 3 mil estudantes, ativistas e dançarinos realizaram uma passeata em Phnm Penh (capital).

A China, há muito tempo criticada por não dar atenção à aids, mostrou-se mais mobilizada neste ano. Uma minissérie de 20 capítulos, chamada Fita Vermelha, estreará nesta semana na TV estatal do país. A história gira em torno de uma mulher que percebe estar contaminada pelo vírus da aids após receber uma transfusão de sangue do namorado. E o primeiro anúncio sobre preservativos com apoio oficial finalmente estreou no país asiático.

Reuters
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI224729-EI294,00.html