Reformas e equipamentos têm objetivo de impedir a entrada de telefones |
Cláudio Dias
Direto de Araraquara
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A secretaria investiu na aquisição de equipamentos de raio-X e detectores de metais para tentar barrar a entrada de celulares dentro das prisões. Foram 67 aparelhos de raio-x pequenos, que custaram R$ 80 mil cada, mais 111 de maior porte, que custaram R$ 208 mil cada, além de 152 detectores de metal comprados por R$ 43 mil.
O investimento em tecnologia é uma estratégia interessante na avaliação de especialistas e profissionais da área de segurança. Para o coronel e consultor de segurança José Vicente da Silva Filho, ex-secretário Nacional de Segurança Publica no Governo de Fernando Henrique Cardoso, o preço alto do ingresso dos celulares mostra que o investimento em detectores de metais para coibir essa entrada vem dando resultado.
"Investir em bloqueador é impraticável, mas os órgãos públicos precisam de uma combinação de elementos, entre eles direcionar o trabalho nas novas tecnologias e coibir a corrupção dos agentes", disse. O advogado Roberto Fiori, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Araraquara, aprova os equipamentos de segurança e rejeita a hipótese de que advogados auxiliem o ingresso dos aparelhos celulares nos presídios.
"Passamos por detector de metal e não temos contato direto com o preso", diz Fiori, lembrando que no parlatório - local da conversa entre o advogado e o detento - só tem um pequeno espaço entre o vidro que passa apenas uma folha de papel. Segundo o representante da OAB, mesmo se for comprovada a participação de advogados, esse trabalho é impossível sem a cooperação de funcionários.
Sobre a denúncia de corrupção por parte de agentes penitenciários envolvidos na entrada de celulares nas prisões, a SAP informa que "havendo indícios de envolvimento funcional, é aberto um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) por considerada falta irregular de natureza grave". Se comprovada a falta, o servidor será demitido do serviço público.
Além disso, as direções das unidades estão intensificando as revistas gerais nos presos. Para o interno, trata-se de falta disciplinar grave, registrada em seu prontuário, o que prejudica no caso de um eventual pedido de liberdade.