Droga destrói células cancerígenas ao ativar genes

Segunda, 19 de novembro de 2007, 21h08
O remédio Bortezomig provoca um aumento excessivo na atividade das células cancerígenas até o ponto em que elas se destróem sozinhas
O remédio Bortezomig provoca um aumento excessivo na atividade das células cancerígenas até o ponto em que elas se destróem sozinhas
19 de novembro de 2007
EFE


Um estudo realizado por pesquisadores americanos descobriu que um medicamento pode destruir as células encontradas nos tumores de melanoma, um tipo de câncer de pele, estimulando o gene que ocasiona a doença até o ponto dele se autodestruir, informou a agência EFE nesta segunda-feira.

A pesquisa, liderada por cientistas da Universidade de Michigan, nos EUA, percebeu que a ação do remédio Bortezomig provoca um aumento excessivo da atividade das células cancerígenas até o ponto em que elas se destróem sozinhas. "Um método que algum dia poderia ser eficaz contra muitos tipos de câncer", disseram os pesquisadores em um comunicado da instituição.

A professora María Soengas, principal autora do estudo, explicou que "as células normais são como um pequeno utilitário e as células do câncer como um carro de corrida, assim que o remédio entra em ação, em vez de frear o motor, ele o propulsiona até se queimar".

Segundo ela, o Bortezomig, aprovado pela Administração Federal de Remédios e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) é capaz de inibir as células dos tumores no tratamento do melanoma múltiplo avançado. "A droga faz com que a atividade das células cancerígenas se acelere e elas terminem se queimando", afirmou Soengas.

Porém, os cientistas admitiram que para chegar a efetivas melhorias no tratamento de pacientes com o Bortezomig ainda é preciso mais algum tempo de pesquisa.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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