O remédio Bortezomig provoca um aumento excessivo na atividade das células cancerígenas até o ponto em que elas se destróem sozinhas |
A pesquisa, liderada por cientistas da Universidade de Michigan, nos EUA, percebeu que a ação do remédio Bortezomig provoca um aumento excessivo da atividade das células cancerígenas até o ponto em que elas se destróem sozinhas. "Um método que algum dia poderia ser eficaz contra muitos tipos de câncer", disseram os pesquisadores em um comunicado da instituição.
A professora María Soengas, principal autora do estudo, explicou que "as células normais são como um pequeno utilitário e as células do câncer como um carro de corrida, assim que o remédio entra em ação, em vez de frear o motor, ele o propulsiona até se queimar".
Segundo ela, o Bortezomig, aprovado pela Administração Federal de Remédios e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) é capaz de inibir as células dos tumores no tratamento do melanoma múltiplo avançado. "A droga faz com que a atividade das células cancerígenas se acelere e elas terminem se queimando", afirmou Soengas.
Porém, os cientistas admitiram que para chegar a efetivas melhorias no tratamento de pacientes com o Bortezomig ainda é preciso mais algum tempo de pesquisa.