O objetivo do estudo, segundo a pesquisadora Graciela Salete Centenaro, foi aumentar a quantidade de proteínas no pão. "A idéia inicial era desenvolver um produto de panificação diferenciado, com a intenção de melhorar seu valor nutricional", disse. Ela destaca que, na cidade gaúcha de Rio Grande, várias indústrias pesqueiras não conseguem aproveitar todo o pescado.
Segundo a Fapesp, foram desenvolvidas cinco formulações de pão: com 30%, 40% e 50% de polpa lavada úmida (PU) e 3% e 5% de polpa lavada seca (PS) à base de farinha. Além do conteúdo protéico, foram realizadas avaliações sensoriais, tecnológicas e físico-químicas. Todos os pães tiveram aceitação superior a 74%, de acordo com testes feitos com voluntários.
O conteúdo protéico dos pães com 3% e 5% de PS e 50% de PU apresentou um aumento de 31%, 45% e 48%, respectivamente, em relação ao tipo padrão. Os produtos tiveram boa aceitação, apesar de algumas características originais, como cor e textura do miolo, terem sido modificadas. "Algumas pessoas disseram ter sentido gosto de sardinha e não se importaram", disse Graciela.