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Chávez chama Lula de "magnata" do petróleo

Sexta, 9 de novembro de 2007, 16h26
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e a líder de Estado chilena, Michele Bachelet acenam para fotógrafos na chegada à cúpula, em Santiago
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e a líder de Estado chilena, Michele Bachelet acenam para fotógrafos na chegada à cúpula, em Santiago
09 de novembro de 2007
EFE


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou nesta sexta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "magnata" do petróleo e propôs que Brasil e Venezuela se unam para vender petróleo até 70% mais barato aos países mais pobres. "Lula, agora que é magnata petroleiro, que o Brasil tem tanto petróleo, proponho que nos juntemos nestes mecanismos de cooperação com os países que não têm petróleo, com os países que não têm possibilidade de pagar US$ 100 o barril", disse, em discurso na sessão plenária da 17ª Cúpula Ibero-Americana.

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O petróleo tem enfrentado altas nos últimos tempos, chegando a ser comercializado por US$ 100 o barril. "Não podemos vender petróleo aos países mais pobres a US$ 100. E não só aos mais pobres", acrescentou.

Chávez sugeriu ainda que, a exemplo da Petroandina - aliança entre as estatais energéticas da Bolivia, Colômbia, Equador, Perú e Venezuela - Brasil e Venezuela criem uma PetroAmazônia. Ontem, a Petrobras anunciou a descoberta de novas reservas de petróleo e gás na Bacia de Santos. As jazidas são equivalentes às da Venezuela e da Nigéria, e colocam o Brasil entre os 10 maiores produtores de petróleo do mundo.

Chávez citou como exemplo de cooperação seu próprio país, que fornece petróleo à Argentina em troca de tratores, maquinário e "vacas prenhas que produzem muito leite". No caso do Uruguai, a Venezuela recebe softwares e também "vacas que os uruguaios dizem ser melhores que as argentinas". "Para mim são iguais", brincou o presidente venezuelano.

Em outro momento do discurso, comentando o tema central da cúpula deste ano, o presidente venezuelano mencionou as recém descobertas jazidas brasileiras com ironia. "Um caminho pode estar muito bem coesionado de pedras, de asfalto, ou desse petróleo que o Lula acaba de conseguir lá no Brasil. Agora Brasil poderá ingressar na Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Lula, se é certo, oxalá, essa grande quantidade de petróleo que conseguiu Petrobras", completou. "Poderá estar muito bem coesionado este caminho, mas esse caminho poderá ser o caminho do inferno".

Chávez discursou por cerca de 25 minutos. Cada presidente inscrito teria cinco minutos para falar. Com os atrasos, o presidente Lula, que apresentaria os principais programas sociais brasileiros, acabou não discursando.

Agência Brasil
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI2062588-EI10706,00.html