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Polícia investiga "vale-ecstasy" e quer proibir raves

Segunda, 5 de novembro de 2007, 12h52

Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis


O delegado-chefe da Polícia Civil de Santa Catarina, Maurício Eskudlark, afirmou hoje que estão sendo investigadas algumas festas rave realizadas no Estado, que dariam direito a um comprimido de ectasy no ato da compra do ingresso. A polícia investiga o "vale-ecstasy" e pode pedir a proibição dos eventos dessa natureza em todo o Estado.

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As raves e festas de longa duração, segundo ele, deverão ser proibidas em Santa Catarina a partir dessa semana, após reunião entre autoridades do setor de segurança pública. "Como aqui os eventos não podem passar das 5h, muitos promotores estão realizando festas que começam no início da tarde para driblar autoridades e conseguir autorização", diz. "Isso também será proibido, pois não queremos mortes pelo uso de drogas sintéticas, como vimos o caso de um jovem no Rio de Janeiro".

Eskudlark destacou que, somente até outubro deste ano, houve a apreensão de 157 mil comprimidos de ectasy pela polícia catarinense. Em todo o ano de 2006, foram apreendidos 19 mil drogas sintéticas, o que representa um crescimento de 725% e coloca Santa Catarina como a segunda colocada no ranking entre os Estados brasileiros, perdendo apenas para São Paulo. "Mostra, por um lado, que a polícia está atuando, mas é um dado assustador e extremamente preocupante", afirma. "Estamos inclusive investigando raves que dão direito a um comprimido de ectasy no momento da compra do ingresso. Isso é um absurdo".

De acordo com o delegado, todos os eventos realizados ao ar livre, que tenham o mesmo estilo de música das conhecida raves, não serão autorizadas a abrir as portas ao público. A intenção é acabar com o uso das drogas sintéticas e Eskudlark promete atuar com rigor, principalmente na alta temporada. "Lógico que tem gente que vai às festas e não consome drogas. Mas por outro lado, se omite ao não denunciar", afirma. "Vamos agir para acabar com essas festas e esse consumo de ectasy".

Redação Terra
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
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