O último líder soviético, um dos promotores do processo de desarmamento atômico e do fim da Guerra Fria, denunciou que "os primeiros a mudar sua estratégia foram os americanos, e depois a Rússia se juntou a essa política".
Gorbatchev se referiu aos planos dos EUA de instalar um escudo antimísseis global com elementos estratégicos no Leste Europeu, perto das fronteiras russas, e à ameaça de Moscou de responder com sua saída do tratado que proíbe os mísseis de curto e médio alcance e de outros acordos de desarmamento.
"Tudo que sei, toda minha experiência de vida - e estou a ponto de completar 77 anos -, me permite reiterar que não devemos nos deixar provocar, mas ser um exemplo de uma política de paz", manifestou. Ao mesmo tempo, qualificou de "responsável" a postura do presidente russo, Vladimir Putin, por sua promessa de não envolver a Rússia em "uma nova corrida armamentista", segundo a agência de notícias russa Interfax.
Ele acrescentou que "também nos EUA há muitas pessoas, desde políticos e cientistas até cidadãos comuns, que estão muito preocupados com a situação atual e que compartilham a opinião de que é preciso se desfazer das armas nucleares".
EFE