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Boca-de-urna: Cristina venceria em 1º turno

Domingo, 28 de outubro de 2007, 20h06

Ana Manfrinatto
Direto de Buenos Aires


Os resultados das primeiras pesquisas boca-de-urna das eleições presidenciais na Argentina foram divulgados no início da noite deste domingo. De acordo com a pesquisa, Cristina Kirchner venceria a eleição no primeiro turno.

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O consultor Artemio López divulgou ao Terra Argentina que a primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner, senadora e candidata do Governo pela Frente para a Vitória, ganharia as eleições com 45,7% dos votos.

Segundo ele, a candidata da Coalizão Cívica, Elisa Carrió, teria 23,8 dos votos e Roberto Lavagna ficaria com a terceira posição, com 14,7% dos votos.

De acordo com a pesquisa do Canal 13, Cristina teria sido eleita presidente com 46,3% dos votos. Elisa Carrió teria ficado em segundo, com 23,7% dos votos, enquanto Roberto Lavagna foi terceiro, com 13,1%.

Alberto Rodríguez Saá teria ficado com 7,5% dos votos e Ricardo López Murphy, com 2,7%.

A legislação argentina prevê que para que um candidato ganhe as eleições em primeiro turno deve obter 45% dos votos ou ter 40% mais dez pontos percentuais de diferença sobre o segundo colocado.

O comitê de Cristina já comemora a vitória da candidata. Se os números forem confirmados nas urnas, Cristina receberá a faixa presidencial do marido, o presidente Nestor Kirchner, no próximo dia 10 de dezembro, de acordo com a BBC Brasil.

Atraso
O horário oficial de votação foi estendido em uma hora, mas por causa de problemas de comunicação entre a Câmara Eleitoral Nacional, tribunais de justiça estaduais e o Ministério do Interior, algumas urnas foram fechadas na hora original, 18h, como na província de Jujuy, norte do país.

"É a primeira vez desde a volta da democracia, em 1983, que o fim da eleição é atrasado em uma hora", informaram as emissoras de televisão América, Canal 5 e Todo Noticias.

No fim do dia, muitos eleitores ainda formavam longas filas para votar. A juíza federal Maria Servini de Cubria disse que muita gente deixou para votar "na última hora", temendo ser convocado para trabalhar como mesário.

Muitos dos que foram convocados para ser mesário não compareceram, mesmo sob a ameaça de serem presos, como manda o código eleitoral.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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