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Argentinos recusam convocação para trabalhar na eleição

Quinta, 25 de outubro de 2007, 21h02

Marcia Carmo


A Justiça Eleitoral argentina convocou, às pressas, nesta quinta-feira, servidores públicos e do Poder Judiciário para ocupar o lugar de presidente das mesas eleitorais no pleito presidencial deste domingo. Segundo dados da Direção Nacional Eleitoral, 92% dos telegramas enviados para os residentes da capital do país, Buenos Aires, foram devolvidos ou não foram entregues, por diferentes motivos, como mudança de endereço.

"Dos 17.751 telegramas enviados, 15.249 foram devolvidos", informou a Direção Nacional Eleitoral. Além da devolução, mais de mil eleitores (cerca de 6% do total) convocados compareceram pessoalmente à Justiça Eleitoral para informar que não estarão disponíveis ou não preetendem trabalhar na eleição deste domingo. "Acho que isto esta ocorrendo porque existe certa indiferença do eleitorado", admitiu o diretor nacional eleitoral Alejandro Tulio, em entrevista à rádio America. Segundo ele, essa ausência de 92% é "inédita".

Mais tarde, Tulio informou que o problema deverá estar resolvido ainda nesta quinta-feira, três dias antes das eleições. "Estão aparecendo eleitores voluntários para trabalhar como presidente de mesa e ainda vamos contar com a participação de empregados públicos", afirmou. "Agora sim podemos dizer que a eleição está garantida." Segundo Tulio, já estão em Buenos Aires cerca de 40 observadores internacionais e outros 40 deverão desembarcar na Argentina até o dia das eleições, cuja campanha termina nesta quinta-feira. "São observadores internacionais que já acompanharam outras eleições argentinas", declarou. Segundo ele, estes observadores não têm o mesmo peso que fiscalizadores da OEA (Organização de Estados Americanos), como pretendiam candidatos da oposição.

BBC Brasil
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Terra - Brasil
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