A análise será feita pelo Lanagro, laboratório do município de Pedro Leopoldo, e pelo Instituto Nacional de Criminalística da PF |
Fabiana Leal
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As amostras serão recolhidas por agentes das mais de 80 unidade da PF em todo o País. Segundo o delegado da PF Davidson José Chagas, chefe da Delegacia em Uberaba, a análise será feita pelo Lanagro, laboratório do município de Pedro Leopoldo, vinculado ao Ministério da Agricultura, e pelo Instituto Nacional de Criminalística da PF.
Durante a operação Ouro Branco, realizada hoje em Minas, foi preso um funcionário do Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura do município de Passos, responsável por fiscalizar a qualidade do produto. O Ministério da Agricultura convocou uma reunião nesta tarde para tratar do assunto e ainda não emitiu um parecer oficial.
Segundo Silva, três amostras de leite da Parmalat já foram analisadas e mostraram-se impróprias para consumo. No entanto, ele disse que não há elementos que apontem se a empresa sabia ou não da adulteração feita pelas cooperativas que a abastecem. A Parmalat informou, por meio de sua assessoria, que a empresa está aprovando uma nota oficial.
A Parmalat, assim como a Calu, compra leite da Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale) e da Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), que, segundo a polícia, adulteravam o produto. De acordo com Chagas, os diretores da Parlamat e da Calu serão ouvidos.
A assessoria de imprensa da Polícia Federal informou que alguns funcionários das cooperativas confessaram acrescentar substâncias impróprias para o consumo no leite.
Segundo Silva, outras empresas do ramo estariam fazendo esse tipo de adulteração.
Colaborou Gabriela Voskelis