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PF: cooperativas adulteram 450 mil l de leite ao dia

Segunda, 22 de outubro de 2007, 09h56
Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça Federal de Uberaba e de Passos
Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça Federal de Uberaba e de Passos
22 de outubro de 2007
Divulgação


A Polícia Federal em Uberaba, juntamente com os Ministérios Públicos Federal e Estadual de Minas Gerais em Passos e Uberaba, prendeu hoje 27 pessoas na Operação Ouro Branco. Elas são suspeitas de integrar um grupo que fraudava, segundo a PF, a produção de 450 mil l de leite longa vida por dia com substâncias que tornam o produto impróprio para consumo humano.

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Segundo o delegado da PF Ricardo Ruiz Silva, 10% do leite, eram composto de água, soro, soda cáustica, peróxido de hidrogênio, ácido cítrico, citrato de sódio, sal e açúcar.

A intenção da Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale) e da Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), segundo a PF, era aumentar a quantidade do produto e aumentar o período de manutenção e acondicionamento sem que ele se deteriorasse.

A operação contou com a participação de 200 policiais federais, auxiliados por servidores do Ministério da Agricultura, que cumpriram 25 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão nas cidades de Uberaba e Passos. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal das duas cidades.

O leite adulterado era revendido pelas cooperativas para empresas como Calu e Parmalat, entre outras, que comercializavam o leite em embalagens próprias em todo o País.

Durante a ação de hoje, foram detidos dirigentes e empregados das cooperativas envolvidas, bem como um servidor do Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura, responsável pela fiscalização da produção de leite e seus derivados.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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