» Pedófilos passam por "castração química"
Ao SPTV por telefone, Baltieri disse que dos 15 pacientes no ambulatório, apenas um está realizando o tratamento. De acordo com o médico, a injeção só é utilizada quando a psicoterapia e os remédios convencionais não são suficientes.
Na manhã desta terça-feira, o psiquiatra explicou o tratamento durante entrevista a uma rádio. "A utilização de hormônios femininos, principalmente da progesterona, ela é uma última etapa de casos refratários ao tratamento, de pacientes que pedem esse tipo de conduta e com o consentimento do paciente e dos familiares. É uma última etapa em que é feito para muito poucos pacientes com quadros de pedofilia. Ele conta que não suporta mais o impulso dele e que ele vai agredir crianças sexualmente, você pode associar medicações para controlar o impulso".
O representante do Conselho Regional de Medicina, Renato Azevedo, disse à SPTV que a entidade abrirá uma sindicância para averiguar se os procedimentos realizados pelo psiquiatra correspondem as normas brasileiras. "O que o Cremesp vai analisar é se o tratamento tem evidência cientifica sólida que beneficia o paciente, que é seguro e também vamos analisar se houve a concordância do paciente para esse tipo de tratamento".