"A Igreja não busca o poder nem exige privilégios ou aspira a posições com vantagens sociais ou econômicas", disse ele num discurso para o novo embaixador da Itália no Vaticano.
No mês passado, a Comissão Européia pediu informações sobre os benefícios fiscais concedidos pela Itália à Igreja Católica, depois de receber denúncias de que eles configuram ajuda estatal ilegal.
A comissão não abriu uma investigação oficial sobre o caso, e o papa não fez menção ao Executivo da União Européia em seu discurso.
A Igreja Católica conta com uma série de benefícios fiscais na Itália, principalmente nos aluguéis de suas amplas propriedades. O governo italiano abre mão de mais de 700 milhões de euros em impostos, segundo algumas estatísticas.
A posição da Igreja é que as isenções fiscais são legítimas por causa do trabalho social que ela realiza.
A União Européia já teve outros embates com a Igreja Católica. Em 2005, a Comissão disse que a Espanha estava violando as leis da UE por isentar a Igreja de impostos sobre bens como velas, bancos de igreja e terra para construir igrejas. Desta vez, as críticas vêm de dentro da própria Itália.
(Por Philip Pullella)
Reuters