Estudo: mulheres se preocupam mais que homens

Terça, 2 de outubro de 2007, 10h59


Um estudo realizado nos Estados Unidos indicou que as mulheres encaram eventos futuros de forma mais negativa, o que poderia explicar o motivo de uma maior percepção ao risco e um maior sentimento de ansiedade quando comparadas aos homens, informou a agência United Press.

O trabalho, publicado na revista especializada Child Development, afirmou que crianças e adultos acreditam que eventos negativos do passado possam projetar eventos negativos no futuro. No entanto, meninas e mulheres acham mais provável que isso possa acontecer.

O estudo foi aplicado em 128 pessoas, entre adultos e crianças com idade de 3 a 6 anos, por meio de um teste baseado em histórias envolvendo eventos negativos. Os envolvidos ouviram essas histórias e depois tiveram suas reações testadas pelos pesquisadores.

Segundo o estudo, mulheres explicam o comportamento de um personagem baseadas na relação entre a certeza e a possibilidade de que ele possa causar algum dano. Além disso, ligam de forma mais freqüente as características desse personagem a alguém que possa ter feito algum mal no passado.

A líder do estudo, a pesquisadora Kristin Hansen Lagattuta, da Universidade da Califórnia, afirma que entre 3 e 6 anos de idade, as crianças incrivelmente entendem como a memória de eventos negativos do passado influenciam sua perspectiva de futuro.

"Esses resultados são significantes porque indicam que o conhecimento sobre o impacto dos pensamentos ligados ao passado no futuro das crianças se desenvolve durante a idade pré-escolar", concluiu a pesquisadora.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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