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Papa João Paulo II não pediu eutanásia, diz médico

Domingo, 16 de setembro de 2007, 13h28


Médicos que cuidaram do papa João Paulo II em seus últimos dias de vida não suspenderam o tratamento. Ativistas pró-eutanásia da Itália disseram que o Papa recusou tratamentos médicos como respiração e alimentação artificiais porque desejava poder morrer. O médico pessoal do Pontífice nega que ele tenha pedido a eutanásia.

A Igreja Católica proíbe a eutanásia, que é centro de debates acalorados na Itália nos últimos meses. Mas o catecismo da igreja afirma que procedimentos médicos que são "fatigantes, perigosos, extraordinários ou desproporcionais ao resultado esperado" podem ser suspensos com a permissão do paciente, ou da família.

Renato Buzzonetti, médico de João Paulo II, disse que as últimas palavras do pontífice, "deixe-me ir para a casa do pai", não devem ser interpretadas como se ele tivesse pedido para os médicos deixarem de tratá-I.

"A frase foi um ato de oração muito alta...quase um exemplo excepcional de sua ligação à fé e ao Senhor e, ao mesmo temo, à vida, que João Paulo 2o amava profundamente até o último momento", disse Buzzonetti em entrevista ao jornal La Repubblica.

"Não é verdade que o tratamento médico do Santo Padre foi interrompido", acrescentou Buzzonetti, que foi o médico do papa por quase 27 anos. "Ele nunca foi deixado sozinho, sem monitoração ou assistência, conforme algumas pessoas querem sugerir erroneamente."

Reuters
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Terra - Brasil
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