Calheiros foi absolvido no Plenário por 40 votos a 35 |
Jeferson Ribeiro e Maria Clara Cabral
Direto de Brasília
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"Não guardo mágoa, nem ressentimentos. O único sentimento que me move é o do entendimento e do diálogo. Esse processo se encerra com a reafirmação do mútuo respeito e da serenidade que sempre caracterizam a convivência política na Casa. A partir da decisão madura e soberana do Plenário do Senado, já comecei a procurar os líderes e presidentes de partidos para prosseguirmos na agenda legislativa que de fato interessa ao País, à população", afirmou em nota.
O presidente afirmou ainda que o resultado de hoje é "uma vitória da democracia, mas é também o momento de refletir sobre as perdas que esse processo político provocou". Calheiros disse também, ainda por meio de nota, que além dele, o Senado também perdeu.
"Nesses mais de 100 dias, muitos de nós perdemos algo. Eu perdi mais, abri mão de momentos de convivência com minha família e com os amigos. Mas confirmamos que, mesmo com eventuais injustiças e excessos inerentes ao processo democrático, é preciso acreditar nas instituições, fortalecê-las e não perder a confiança de que a verdade sempre prevalecerá", afirmou.
Calheiros saiu do Plenário após a sua absolvição sem falar com a imprensa.
O Plenário decidiu pela absolvição do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Esta foi a primeira vez na história em que um presidente da Casa teve uma cassação avaliada em Plenário. Após votação secreta, 40 senadores votaram pela absolvição e 35 votaram pela cassação. Houve seis abstenções.