"Apesar de ter sido colocada por mim várias vezes na pauta de votações, no colégio de líderes a emenda não obtém consenso. Coloquei várias vezes, está na pauta hoje, e não tem acordo entre os líderes", disse o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).
O líder do governo na Casa, José Múcio Monteiro (PTB-PE), se limitou a dizer ao jornal Folha de S.Paulo que "ela pode ser votada sem problema, é só uma questão de prioridades".
Chico Alencar (PSOL-RJ)afirma que em "toda reunião de líderes partidários eu levanto o tema. É o meu mantra, a minha cantilena enfadonha. Geralmente tenho o apoio do PPS e, vez por outra, para fazer média, de algum petista. E é só. (...) Essa legislatura já começou com vários escândalos, aí botaram uma pedra sobre esse assunto".
O ex-deputado Luiz Antonio Filho (PTB-SP), autor do projeto que iniciou a tramitação na época, afirma que "quando apresentamos a proposta, disseram-nos que aquilo era um sonho, que jamais aconteceria. E hoje nós vemos que, graças ao trabalho de vários companheiros que aqui estão, o povo clama nas ruas pelo voto aberto. Começamos uma nova era no Parlamento brasileiro".
Conforme apurações da Folha de S.Paulo, em alguns momentos é ressaltada em reuniões de líderes partidários a necessidade de votação do segundo turno, mas o assunto é mudado rapidamente.